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sábado, 28 de maio de 2016

DENÚNCIA: Palacete Pinho é invadido e lustres são furtados.

Palacete Pinho restaurado em 2011
Fonte: Octávio Cardoso / Diário do Pará

Três lustres do Palacete Pinho, localizado na Rua Doutor Assis, no bairro da Cidade Velha, em Belém, foi roubado na madrugada desta sexta-feira (27). O espaço é um dos mais importantes símbolos de riqueza da capital paraense, que passou por restauração em 2011.
Como o local não dispõe de vigilância 24 horas, isso facilitou a ação dos bandidos.
"No prédio não há vigilância durante todo o dia, a prefeitura não a mantém e há muito tempo está abandonado. Em 2011, após longo prazo parado, a restauração do palacete foi concluída, porém não foi dado uso ao espaço e permaneceu fechado. No projeto era para ser uma escola de música, mas isso não saiu do papel", detalha a presidente da Associação dos Amigos do Patrimônio de Belém, Nádia Brasil.
A presidente da associação relata ainda como está o patrimônio público de Belém.
"Infelizmente esse é apenas um retrato do abandono que se encontra o patrimônio de Belém. De como o poder público estadual e municipal tratam a nossa história. O Mercado de São Brás, o Palacete Bolonha, o Chalé Tavares Cardoso são alguns dos exemplos de patrimônios que estão abandonados pelo poder público. Então como cobrar que os moradores cuidem desses espaços se os órgãos públicos não cuidam?”, questiona Nádia. 
Nádia Brasil acredita que falta uma política pública que incentive essa preservação. "A Guarda Municipal deveria fazer o papel de proteger esse patrimônio público, mas não faz. Tudo isso são perdas irrecuperáveis da memória de Belém", finaliza.

Lustre danificado durante furto
Fonte: Whatsapp

NOTA
A Prefeitura de Belém informou, através de nota, que durante essa madrugada o cadeado do portão principal do Palacete Pinho foi quebrado por moradores de rua.
Ainda na manhã de hoje, a Guarda Municipal retirou uma pessoa que havia passado a noite no local e trocou o cadeado.
O furto de um lustre foi confirmado e registrado, e providências em relação ao crime já estão sendo tomadas.
Ainda segundo a prefeitura, a Guarda intensificou as rondas ostensivas na área e que possui um projeto de revitalização total do Palacete onde deve ser implantado um centro de artes, que está em fase de captação de recursos.
Fonte: DOL

sexta-feira, 22 de abril de 2016

DENÚNCIA: Casa Histórica pode ser demolida em Óbidos para construção de Agência do Banpará.

Casa histórica de Óbidos ameaçada de demolição
Fonte: Site Chupa Osso

Nas últimas semanas, um dos assuntos muito discutido em Óbidos foi a possível demolição de uma “Casa histórica” que fica situada na Rua Deputado Raimundo Chaves (Bacuri), com a travessa Rui Barbosa, em frente a Escola São José, que estava abandonada há vários anos e se encontra em péssimas condições de conservação, a qual foi adquirida para dar lugar a construção de uma agência do Banco do Estado do Pará.

No dia 07 de abril, houve uma reunião na Câmara Municipal de Óbidos, entre a Comissão de Educação, Cultura e Turismo, da Câmara Municipal de Óbidos, com os Membros do Conselho de Proteção do Patrimônio Cultural e Artístico do Município de Óbidos, para discutir o assunto, da qual participaram os vereadores Paula Andréa, Cristiane Souza, Rosinaldo Cardoso e Rosângela Carvalho, membros do Conselho, Sandro Silva – Secretário Municipal de Cultura e Turismo, Jorge Ary Ferreira – representante da Academia Artística e Literária de Óbidos, proprietário do terreno, Sr. Geraldo Resende Neto, entre outros participantes.

Durante a reunião o Secretário de Cultura Sandro Silva, falou que o objetivo da reunião, foi levar ao conhecimento da Câmara, “...um assunto que é importante e preocupante para o nosso Município, referente ao casarão localizado na Rua Deputado Raimundo Chaves, próximo a loja Maçônica, o qual faz parte da historicidade do Município, mas que não é um patrimônio tombado e sim patrimônio histórico, o qual foi comprada pelo Sr. Geraldo Resende Neto”, informou Sandro.

Segundo o Sandro, “...após uma busca e análise verificou-se que o prédio não é tombado, o que ficou bem esclarecido em um parecer, porém, o mesmo encontra-se localizado no centro histórico do Município de Óbidos e precisa ser verificada a situação com base no Art. 100, § 1º da Lei Municipal do Plano Diretor Participativo da Lei n° 3.406/2008, que determina que se tratando de prédio histórico dentro do Centro Histórico, é importante que se observe a manutenção das características paisagísticas do mesmo”.

De acordo como novo proprietário do casario, Sr. Geraldo Resende Neto, a compra desse terreno se deu com o objetivo de construir uma agência do Banco do Estado Pará, sendo que já entraram com o pedido com relação a patrimônio histórico junto a prefeitura e, não disseram que o prédio era tombado e até o presente momento não deram respostas. Informou também, que quando adquiriu esse terreno os documentos da ITBI e IPTU não haviam ressalvas, “...nós compramos os terrenos pensando em demolir e quando compramos verificamos a colocação, segurança, próximo de órgãos públicos, fluxo, fuga de assalto, enfim, várias outras avaliações para ser construído o banco”, informou o Sr. Geraldo.
Sr. Geraldo informou também, que quando adquiriram o prédio, este já estava com mais de 80% comprometido, e que ficará muito difícil fazer a manutenção da fachada, pois está toda comprometida, a parede principal está solta, somente segurada no muro ao lado da Maçonaria, e se tombar irá cair para frente no muro da escola São José.

Segundo o Secretário de Cultura, Sandro Silva, a “Opções Engenharia” ainda não solicitou alvará para construção e nem para que se derrube o prédio, de forma que o único pedido até o presente momento é para que se expeça uma declaração dizendo se o prédio é tombado ou não, mas já foi emitido o parecer informando que o prédio não é tombado.

Senhor Jorge Ary falou da falta de apoio dos políticos em relação à recuperação dos patrimônios, lembrando que só há apenas um Deputado da região eleito para abarcar a causa, sendo que essa reunião só está acontecendo devido à manifestação das redes sociais acerca dessa compra, senão, esta reunião não estaria nem acontecendo.

Com a palavra, o Professor Márcio Rubens falou que o Senhor Geraldo Neto é executor, quem definiu o projeto foi o banco, sendo que se faz necessário que o Conselho tenha um diálogo direto com o banco, pois se for autorizado pelo banco, o Senhor Neto é obrigado a fazer, de acordo com os pareceres do banco, essa é a definição.

Uma das sugestões para resolver o problema, segundo Sandro Silva,  seria o banco reavaliar e estudar a possibilidade de abrir uma exceção em Óbidos, quanto ao padrão de agência bancária, ou que se construa, mas que não tenha a necessidade de recuo para construção de estacionamento, preservando assim a fachada do prédio. Disse que teriam que tentar concretizar uma solução, com a concordância entre todos, com o documento escrito e encaminhado à Diretoria do Banco do Estado do Pará. “...a construção de um banco seria importante para Óbidos, mas também mantendo a preservação da história, e, ainda, que eles estudem a possibilidade da manutenção da fachada do prédio”, comentou o Secretário

A vereadora Paula Andréa mencionou que enquanto Câmara e professora de história, muito lhe entristece e angustia em demolir o prédio, devido vários pedidos feitos pela Câmara Municipal e não obtiveram respostas.

Finalizando a reunião foi feita a sugestão de encaminhamento de um documento pela Comissão de Educação, Cultura e Turismo, juntamente com o Conselho do Patrimônio, para à Diretoria do Banco, e nesse documento constasse as sugestões apresentadas durante a reunião, com relação à manutenção da fachada, sobre o estudo da possibilidade de manutenção de um museu sobre a casa.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

DENÚNCIA: Casarão abandonado no bairro de Nazaré é atingido por incêndio.

Casarão Histórico é atingido por incêndio no bairro de Nazaré.
Fonte: TV Liberal
Um incêndio atingiu na manhã desta quarta-feira (13) um casarão histórico abandonado no bairro de Nazaré, em Belém. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi até o prédio, localizado na avenida Generalíssimo Deodoro entre as avenidas Nazaré e José Malcher, para controlar as chamas e fazer o resfriamento da área.
No momento do incêndio, o casarão estava fechado e com uma placa de "vende-se"Portas e janelas do prédio histórico, que estavam fechadas com travas de madeiras, precisaram ser removidas para apagar o fogo, considerado de pequenas proporções pelos bombeiros.
As chamas consumiram todo o piso e forro da construção. O telhado do casarão também teria sido afetado pelo fogo. Durante a ação, os bombeiros isolaram da área, para garantir a segurança de pedestres, veículos e prédios próximos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a ação durou 20 minutos e a avaliação preliminar indica que não houve comprometimento da estrutura do prédio. Entretanto, será necessária a realização de uma nova avaliação por profissional da área de engenharia, pois, a  partir de agora a estrutura poderá sofrer maior impacto pela ação de chuvas e do tempo, o que pode apressar a degradação do prédio, aumentando o risco de desabamento.
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Novo incêndio é registrado a noite no Casarão
Um incêndio de pequenas proporções atingiu novamente um casarão antigo e abandonado na avenida Generalíssimo Deodoro, no bairro de Nazaré, em Belém, na noite desta quarta-feira (13). O local teve registro de incêndio ainda nesta manhã. Ele fica próximo a uma universidade da capital. A informação foi confirmada pelo Centro de Operações Integrado.
Não há registro de feridos. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada pra conter as chamas. De acordo com o Capitão Fábio Costa do Corpo de Bombeiros, a medida foi tomada de forma protetiva. "O mesmo casarão que pegou fogo nesta manhã, deve ter tido alguma fagulha, que ainda levantava muita fumaça e mandamos uma equipe para conter isso", explica.
FONTE: G1 PA

sábado, 11 de julho de 2015

DENÚNCIA: Os belos Casarões construídos no auge da borracha entram em ruínas em Manaus (AM).

O resultado da atitude é a insegurança por parte de moradores que convivem próximo a esses locais praticamente abandonados.

Caminhar pelo Centro Histórico da capital é uma viagem ao passado, no entanto, algumas paisagens podem revelar um presente carregado de descaso. É o caso de imóveis com fachadas históricas que vem se deteriorando com o tempo e ainda pertencem a pessoas vivas.

O resultado da atitude é a insegurança por parte de moradores que convivem próximo a esses locais praticamente abandonados.

O imóvel de número 472, localizado na avenida Joaquim Nabuco, Centro, é um exemplo. O que antes era um conhecido casarão pertencente a uma família portuguesa, hoje é apenas uma construção com a estrutura seriamente comprometida.

É o que conta o responsável por um estacionamento, Marcos Brito, 59. Ele paga um aluguel ao atual dono do local – identificado apenas como “José” – e contou um pouco sobre a história da residência.

“Aqui morava a família Grosso, de Portugal. O pai da família era dono de uma padaria e gostava muito de festas. As pessoas contam que toda semana essa casa ficava cheia de gente. Ele morreu e a casa foi vendida, porém o dono não mora aqui”, relatou Brito.

DESCASO
Um resultado visível da falta de reformas no imóvel é a perda de aspectos históricos da estrutura. Trepadeiras, mato e vários objetos hoje tomam conta do local. O assoalho de madeira, que antes sustentava o piso da residência, está com a base em decomposição, assim como tijolos que cobrem uma antiga entrada e janela e a tinta descascada das paredes.

A comerciante Marta Soares, 45, afirma que a situação é ainda pior em outras duas casas ao lado do casarão. Uma delas, por exemplo, ainda possui uma placa indicando uma antiga sede do Governo do Estado de Roraima.

“Isso aqui é perigoso. Os ladrões e drogados se aproveitam pra se esconder aí. O pior é que se comprarem, vai vir alguém pra dizer como é pra fazer… É muita burocracia”, disse ela.

Casarões abandonados no Centro de Manaus poderiam revelar muito da história da cidade

AUXÍLIO
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Amazonas informou que entre os programas a oferecer incentivos fiscais aos proprietários de imóveis no Amazonas está o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

O programa está com edital aberto até novembro  pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SalicWeb), disponível no site do Ministério da Cultura.

REPASSE
De acordo com o Ministério da Cultura, R$ 300 milhões foram destinados a proprietários de imóveis em áreas tombadas pelo Iphan em 2015, no entanto, segundo a superintendência regional, o Amazonas não esteve incluído no repasse neste primeiro momento.

centro
Fonte: A Critica 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

DENÚNCIA: Antiga Escola Pequeno Príncipe abandonada e deteriorada.


Todos os dias a ASAPAM e o blog Casarão de Memórias recebem vários tipos de e-mails e mensagens sobre os mais variados assuntos ligados ao segmento de Patrimônio Cultural. Entre esses assuntos estão Exposições, Eventos, Roteiros, Mostras, Filmes, entre outros. Porém na área de denúncias com o descaso do nosso bens patrimoniais viraram uma constante em nossas mídias sociais.

Depois de postagens sobre o Palacete Ferro de Engomar e Capela da Santa Casa de Misericórdia, chega ao nosso conhecimento a atual situação do prédio da antiga escola Pequeno Príncipe. O local esta passando por um perigoso processo “reforma”. Ainda não se sabe o que será feito da edificação, mas será que esse processo esta sendo acompanhado pelos órgãos competentes?
Lembrando que o prédio fica praticamente na frente da nossa Secretaria de Estado de Cultura – SECULT/PA.

Qualquer informação sobre essa tal reforma ou imagens de antes e depois dessa edificação enviem para o nosso e-mail: 
patrimoniocomunicacao@gmail.com

Segue abaixo o registro fotográfico feito pelo jornalista e escritor Salomão Larêdo:

domingo, 28 de dezembro de 2014

DENÚNCIA: O completo descaso com a Capela da Santa Casa de Misericórdia.


Interior da Capela da Santa Casa de Misericórdia
Imagem: José Vasconcelos Paiva

Um grande número de denúncias chegam a cada dia a ASAPAM e ao blog Casarão de Memórias da Amazônia, todas relacionadas ao descaso com os nossos bens patrimoniais, que em sua grande maioria são mais que centenários. Nesse mês de Dezembro uma denúncia chamou atenção na nossa página de Facebook. A imagem acima mostra a situação em que se encontra a Capela da Santa Casa Misericórdia do Pará. A foto é de autoria de José Vasconcelos Paiva e esta sendo compartilhada por várias pessoas nas mídias sociais, sendo que todas lamentando o estado de conservação do interior da edificação e cobrando um posicionamento do Poder Publico por tal situação.

Poucas informações são dadas, mesmo porque esse espaço vive trancado justamente para não haver flagras como este. A ASAPAM e o blog Casarão de Memórias da Amazônia estão a procura de informações sobre o espaço e está aberto para dar direito de resposta para os responsáveis pelo lugar. Veja abaixo outras imagens da área externa da Capela:

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

DENÚNCIA: Prédio histórico de Icoaraci será demolido para a construção de um supermercado.

Prédio histórico deverá ser demolido para a construção de Supermercado
Fonte: Greyce Sousa Guerra
De acordo com os moradores locais, essa edificação será demolida para dar lugar ao supermercado Líder. Fica na Rua Manoel Barata, entre Berredos e Andradas, em Icoaraci, nº 1482. Já sabemos que há outras edificações sem conservação alguma ou bem precárias como o famosos Chalé Tavares Cardoso, a Casa Sen. José Porfírio, a casa do poeta Tavernard, a antiga estação de trem Coari, dentre outras que, por estarem bastante deteriorados, em breve desaparecerão também, de forma mais lenta.
Fonte: Greyce de Souza Guerra
Atenção MPF-PA e IPHAN, já sabemos que as condições de conservação e preservação das edificações da Vila Sorriso não são das melhores, então vamos tentar pelo menos salvaguardar as que ainda lutam em ser manter erguidas mesmo com ações dos homens e do tempo.

sábado, 9 de junho de 2012

DENÚNCIA: Prédio da Prefeitura Municipal de Bragança


Denúncia postada no facebook por Antônio Amílcar Pereira:



"Tive conhecimento que o prédio da Prefeitura Municipal de Bragança, começou a ter seus tablados roubados, igualmente como fizeram no Mâncio Ribeiro. A desculpas que dão em relação ao Mâncio Ribeiro, que o prédio é estadual e não podem fazer nada. Será que o nosso Poder Público Municipal irá deixar acontecer a mesma coisa no prédio que é de sua responsabilidade."

Link da postagem: Facebook

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

ATO PÚBLICO: Olhos do Patrimônio

Foto:Michel Pinho

      No início dos anos oitenta a praça ferro de engomar, na fronteira entre os bairros da Campina e Batista Campos, foi testemunha de reuniões históricas entre os grupos de teatro, jornalistas e fotógrafos. Lá ficava o famoso bar 3x4 e foi berço da fundação Fotoativa, associação ligada a fotografia e cidadania.

        Esquecida pelo poder público, a praça abriga edificações de valor histórico quase incalculável, como o Palacete Vitor Maria da Silva. A residência do final do século XIX leva o nome de um dos mais importantes engenheiros do período, responsável pelas reformas do Palácio de governo Lauro Sodré (hoje, Museu Histórico do Pará) e da reforma do Teatro da Paz, que inclusive leva suas iniciais na construção. De fino trato e gosto, importou da fábrica de azulejos A. Arnoux e Boulanger & Cie oitos painéis belíssimos. No último dia 28 de janeiro, parte dessa história se perdeu. A casa foi saqueada e parte do rico patrimônio foi danificado para sempre.

Fotos: Octávio Cardoso







     A sociedade civil organizada, arquitetos, historiadores, jornalistas, fotógrafos e demais profissionais se reuniram e decidiram realizar um Ato Público chamado  “Olhos do Patrimônio”. O primeiro objetivo da movimentação política e cultural é exigir do Estado e do Município de Belém uma agenda mínima em relação ao Patrimônio Histórico do Pará e da capital, que inclua a criminalização dos culpados. Outro objetivo é iniciar uma campanha ostensiva através das mídias sociais, imprensa escrita, televisa e radiofônica motivando a população a denunciar roubos, depredações ou descaso com os prédios, praças e monumentos da capital e do interior.

         O Ato Público terá início no sábado (04/02/2012) às 20h, com uma intervenção urbana de artistas paraenses. No domingo (05/02/2012) pela manhã, a programação começa as 9h30, e contará com apresentações de fotovaral, música e  poesia, além de palestras itinerantes sobre o entorno do Casarão Vitor Maria da Silva. 

      Todas as atividades são gratuitas e as inscrições serão feitas somente no local.O Ato Público é organizado pela Associação FotoAtiva, Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia (ASAPAM), Instituto Peabirú e artistas locais.  

Serviço: Ato público "Olhos do Patrimônio"
Datas: Sábado (04/02/2012) e Domingo (05/02/2012)
Horário: 20h (sábado) e 9h30 as 13h (domingo)
Local: Praça ferro de engomar (arcipreste com presidente pernambuco)

Colabore com a divulgação deste Ato nas redes sociais com a hashtag #OlhosDoPatrimônio, e compareça!

Texto: Michel Pinho e Anna Raquel Castro

sábado, 28 de janeiro de 2012

DENÚNCIA: Palacete Vitor Maria da Silva (Casarão do Ferro de Engomar) sendo destruído pelo descaso



Infelizmente na noite de hoje chegou ao nosso conhecimento mais um exemplo de descaso com o patrimônio histórico de Belém.
Poucos são os que lembram do Palacete Vitor Maria da Silva, também conhecido como Casarão do Ferro de Engomar. Muitas vezes passamos despercebidos por este verdadeiro tesouro da Art Nouveau em Belém e que guarda em seu interior painéis de azulejos criados por A. Arnoux e Boulanger & Cie.

O Palacete em questão, localizado na Veiga Cabral com Presidente Pernambuco, próximo ao Shopping Pátio Belém, está sendo vítima de depredação e ação de meliantes que invadem seu espaço para roubar seus painéis de azulejaria. Segundo informações dos amigos e colaboradores da ASAPAM através de twitter, facebook e email, o prédio foi adquirido pela iniciativa privada mas permanece à mercê da invasão de vândalos.

Vamos fazer valer nossa voz e a Lei Ordinária nº 7709 de 18 de maio de 1994, onde a Câmara Municipal de Belém define em seu Art. 1º que o Poder Público é responsável pela promoção, preservação, conservação, proteção e tombamento, assim como a fiscalização, execução de obras ou serviços visando a valorização do Patrimônio Cultural de Belém e que o município procederá o tombamento parcial ou total de bens de valor histórico, artístico, ambiental ou cultural e que o processo de tombamento poderá ser iniciado a pedido de qualquer interessado, proprietário ou não do bem, por grupo de pessoas, incluindo-se associações ou quaisquer outras organizações interessadas na preservação e proteção da memória cultural (Art. 3º e 4º).

Definitivamente não podemos deixar que esse crime continue!

Fotos: Michel Pinho

Texto de Renata Souza Barros, historiadora - ASAPAM