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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Praça Matriz (AM): Mais uma construção histórica é encontrada durante obras de restauro.


Mais uma descoberta foi feita dentro das obras do centro histórico de Manaus. Na Praça XV de Novembro (Praça da Matriz), durante os trabalhos de demolição das estruturas do aviaquário que existia no local, foi encontrado o paredão do pátio da escadaria, constituído de um reboco específico, característico da fase da Belle Époque. A obra integra o PAC Cidades Históricas.

Antes, as primeiras ações em torno da praça localizaram também os paralelepípedos originais a partir de escavações e prospecções do piso. As pedras já estão sendo sentadas na nova via que a praça ganha e passaram por lavagem e limpeza. A rua não será aberta ao trânsito, apenas para circulação de pedestres.

A área do paredão do pátio foi toda mapeada em relação aos danos, reparos e restauro necessários para o reboco, assim como seu estado de conservação. Um projeto está sendo elaborado e orçado para que seja incluído na planilha da Matriz.


Com a obra de requalificação pronta, a praça terá os passeios públicos com ampla acessibilidade às pessoas com deficiência, um novo canteiro central, novo projeto de iluminação, sinalização, paisagismo e colocação de mobiliário urbano.

Com o canteiro central refeito, o Relógio Municipal e o Obelisco em frente ao porto terão maior destaque visual. Os elementos ficarão em estruturas fora do canteiro central, mas seguindo o mesmo traçado, compondo paisagem com os futuros jardins longitudinais que serão instalados no espaço, enriquecidos pela iluminação tipo cajado de São José e por luz cênica. 

sábado, 11 de julho de 2015

DENÚNCIA: Os belos Casarões construídos no auge da borracha entram em ruínas em Manaus (AM).

O resultado da atitude é a insegurança por parte de moradores que convivem próximo a esses locais praticamente abandonados.

Caminhar pelo Centro Histórico da capital é uma viagem ao passado, no entanto, algumas paisagens podem revelar um presente carregado de descaso. É o caso de imóveis com fachadas históricas que vem se deteriorando com o tempo e ainda pertencem a pessoas vivas.

O resultado da atitude é a insegurança por parte de moradores que convivem próximo a esses locais praticamente abandonados.

O imóvel de número 472, localizado na avenida Joaquim Nabuco, Centro, é um exemplo. O que antes era um conhecido casarão pertencente a uma família portuguesa, hoje é apenas uma construção com a estrutura seriamente comprometida.

É o que conta o responsável por um estacionamento, Marcos Brito, 59. Ele paga um aluguel ao atual dono do local – identificado apenas como “José” – e contou um pouco sobre a história da residência.

“Aqui morava a família Grosso, de Portugal. O pai da família era dono de uma padaria e gostava muito de festas. As pessoas contam que toda semana essa casa ficava cheia de gente. Ele morreu e a casa foi vendida, porém o dono não mora aqui”, relatou Brito.

DESCASO
Um resultado visível da falta de reformas no imóvel é a perda de aspectos históricos da estrutura. Trepadeiras, mato e vários objetos hoje tomam conta do local. O assoalho de madeira, que antes sustentava o piso da residência, está com a base em decomposição, assim como tijolos que cobrem uma antiga entrada e janela e a tinta descascada das paredes.

A comerciante Marta Soares, 45, afirma que a situação é ainda pior em outras duas casas ao lado do casarão. Uma delas, por exemplo, ainda possui uma placa indicando uma antiga sede do Governo do Estado de Roraima.

“Isso aqui é perigoso. Os ladrões e drogados se aproveitam pra se esconder aí. O pior é que se comprarem, vai vir alguém pra dizer como é pra fazer… É muita burocracia”, disse ela.

Casarões abandonados no Centro de Manaus poderiam revelar muito da história da cidade

AUXÍLIO
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Amazonas informou que entre os programas a oferecer incentivos fiscais aos proprietários de imóveis no Amazonas está o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

O programa está com edital aberto até novembro  pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SalicWeb), disponível no site do Ministério da Cultura.

REPASSE
De acordo com o Ministério da Cultura, R$ 300 milhões foram destinados a proprietários de imóveis em áreas tombadas pelo Iphan em 2015, no entanto, segundo a superintendência regional, o Amazonas não esteve incluído no repasse neste primeiro momento.

centro
Fonte: A Critica