segunda-feira, 31 de agosto de 2015

PROJETO CONHECER O PATRIMÔNIO: 4ª Edição no Museu da Universidade Federal do Pará - MUFPA


No último dia 27/08 (quinta-feira) aconteceu a quarta edição do PROJETO CONHECER O PATRIMÔNIO, que nessa edição se realizou no Museu da Universidade Federal do Pará - MUFPA, o qual se trata de um museu situado em antiga casa pertencente ao ex-governador Augusto Montenegro, o Palacete Montenegro. O espaço é dedicado a exibição de arte contemporânea nacional, mas com especial dedicação à valorização dos artistas regionais, de modo que se respeite a realidade do edifício.


O evento congregou diversos interesses e pessoas entorno da necessidade de conhecer melhor o espaço de memórias que representa o museu. Os partícipes da mesa de abertura eram o presidente da Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia – ASAPAM, Bernardo Costa Jr. que apresentou o longo trabalho da ASAPAM aos presentes, agradeceu a participação e realçou a importância de uma edição que contemplasse a relação dentre os museus e o patrimônio. Em seguida, Jussara Derenji, Diretora do Museu da UFPA e curadora da atual Exposição Tempo Gravado, após agradecer aos presentes e saudar a inciativa inicia uma visita guiada pelo edifício do museu.


O prédio, com estrutura em madeira, foi projetado pelo engenheiro Filinto Santoro, cônsul da Itália e influente na sociedade lemista. A construção é eclética nos estilos utilizados, a saber: art nouveau, neorrenascentista, etc.; assim como materiais e técnicas: ladrilhos hidráulicos, mosaico genovês, placas de ferro prensado pintadas, pintura de repetição com molde, etc. o que ressalta a importância arquitetônica da imponente residência. Ademais, os antigos e ilustres habitantes, com enfoque ao ex-governador Augusto Montenegro; o uso como prédio da reitoria da universidade; a diversidade de artistas locais de grande fama que exibiram seus trabalhos; etc. são memórias que garantem a importância do espaço na constituição do patrimônio estadual.


No decorrer da visitação, o artista que compôs as obras exibidas na Exposição Tempo Gravado, José Fernandes, explanou acerca de seus trabalhos expostos. Estes, de força e qualidades internacionais, exprimem a dor, o sofrimento, tensão, conflitos, injustiças sociais, dramas e altivez dos personagens retratados, em uma linguagem peculiar e carregada de expressionismo por meio de técnicas diversas.


Uma vez que se encerrada a visitação, inicia-se a palestra de Rosângela Brito, representando a FAV/UFPA, que dentro de uma visão que contempla o patrimônio como conceito polissêmico aborda a musealização e a relação daqueles que trabalham no seu entorno para com o MUFPA, em tese de doutorado. Destaca a conceptualização que destaca os museus como lugar de memória, sem se ignorar a memória do lugar. Destacou, também, novas correntes da museologia, dentre as quais a museologia inclusiva, a qual tem sido mister em seus estudos. Finalizou apresentando os diversos usos do edifício do museu por meio de uma periodização.


A ASAPAM agradece a presença de todos aqueles que participaram da quarta edição do PROJETO CONHECER O PATRIMÔNIO ao compreender a importância que há em promover o acesso aos diversos espaços de cultura do Pará, o que lhes torna vivos e lhes amplia a rede de pessoas que contemplam estes espaços como pertencentes ao seu patrimônio.




Texto: George Bruno (ASAPAM) 
Imagens: Bruno Silva (ASAPAM)

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

DIÁLOGOS COM O PATRIMÔNIO: Cultura e Educação - Encontro com o Patrimônio de Baião.


O Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC) da Secretaria Executiva de Cultura do Pará (SECULT), através de seu Programa de Educação Patrimonial denominado “Diálogos com o Patrimônio: Valorizando Memórias e Construindo a Cidadania Cultural”, inaugura, no próximo dia 21 de agosto, evento itinerante de conversas abertas com a sociedade, como recurso de aproximação e desenvolvimento de estratégias, abordagens e reflexões pela preservação do patrimônio cultural.

Cada encontro, aberto ao público em geral, contará com diferentes convidados dialogando com um técnico do DPHAC, seguido de abertura ao debate com os presentes.

O encontro deste mês será no município de Baião, local que, através de uma demanda de moradores locais, propiciou que a Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia (ASAPAM) entrasse com pedido de tombamento no DPHAC do complexo centenário composto por uma caixa d’água de ferro, a antiga sede da prefeitura e a escadaria “Pau da Gaivota”. Desde então tem ocorrido uma mobilização social no município em prol do tombamento com a campanha “Patrimonializa Baião”.

Baião receberá uma programação de um dia inteiro dedicado ao patrimônio cultural. Pela manhã, no horário de 8:30 às 12 horas, acontecerá uma mesa-redonda com o tema "Cultura e Educação: encontros com o patrimônio de Baião", com professores convidados do município, aberto ao debate com o público. Durante a tarde, de 16 às 18 horas, haverá uma visita técnica aberta à população local nos bens em processo de tombamento pelo estado.

Na ocasião, serão debatidas iniciativas de professores locais de inclusão da cultura no ensino, as experiências e metodologias que o DPHAC vem se utilizando em seu Programa de Educação Patrimonial, bem como o pedido de tombamento em análise do complexo centenário do município. Serão emitidos certificados aos participantes com carga horária de 8 horas e haverá sorteio de livros da linha editorial da SECULT.

DIÁLOGOS COM O PATRIMÔNIO: VALORIZANDO MEMÓRIAS E CONSTRUINDO A CIDADANIA CULTURAL.
Uma realização do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC) da Secretaria Executiva de Cultura do Pará (SECULT) com apoio da Escola Instituto Imaculada Conceição.

PROGRAMAÇÃO:
Dia 21/08/15
Mesa redonda: "Cultura e Educação: encontros com o patrimônio de Baião". 
Horário de 8:30 às 12h: mesa redonda e debate com o público.
Local: Auditório da Escola Instituto Imaculada Conceição.
De 16 às 18h: visita técnica na caixa d’água de ferro, a antiga sede da prefeitura e a escadaria “Pau da Gaivota”.

EXPOSITORES:
  • Jonas Favacho, geógrafo (USP), com experiência no ensino de geografia e história na capital paulista, em Belém e em diversas cidades do interior do Pará, estudioso e pesquisador da história da cidade de Baião e seu espaço geográfico. 
  • Milder de Jesus Nogueira Ramos, historiador (UFPA), pós-graduado em história pela PUC-MG, professor da rede municipal de ensino e do sistema modular de ensino do estado.
  • Reginaldo Pinto dos Reis, pedagogo (UFPA), professor de ensino fundamental em Baião, coordenador do Projeto Pedagógico “Recursos Tecnológicos Aplicados a Educação” no Instituto Imaculada Conceição, militante em Organizações Trabalhistas e Populares, coordenador geral do SINTEPP Subsede-Baião.
  • Mediado pela técnica da SECULT Sabrina Campos Costa, turismóloga (UFPA), gestora empresarial (UNAMA), MBA em planejamento e marketing turístico, especialista em arqueologia, docente de pós-graduação nas áreas do turismo (NAEA/UFPA) e patrimônio (FIBRA), e coordenadora do programa de educação patrimonial do DPHAC.

PROJETO CONHECER O PATRIMÔNIO: Museu da Universidade Federal do Pará - MUFPA


PROJETO CONHECER O PATRIMÔNIO 
Com o objetivo de  fomentar a circulação e visitação a diversos espaços culturais, assim como promover a sensibilização para a preservação e salvaguarda do patrimônio cultural de Belém, a Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia – ASAPAM, em parceria com a Rede de Educadores de Museus – REM/PA e o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, inicia o projeto “Conhecer o Patrimônio”que terá sua culminância em 2016 no âmbito das comemorações dos 400 anos de Belém. O projeto é composto por ciclos de palestras, oficinas e visitas guiadas em museus e outros espaços culturais de Belém. A quarta edição do projeto será realizado no Museu da Universidade Federal do Pará - MUFPA, dia 27 de agosto de 2015, das 09h00 às 13h00.



MUSEU DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - MUFPA
O Museu da Universidade Federal do Pará foi criado na década de 80 para identificar, difundir, preservar e valorizar a produção artística regional e nacional. O prédio escolhido para sediá-lo demonstrava uma rara atenção á arquitetura eclética que surgira na Amazônia como uma das mais importantes decorrências do chamado ciclo da borracha. Tendo como primeiro ocupante o governador Augusto Montenegro, de quem adquiriu o nome pelo qual se tornou conhecido: Palacete Montenegro, o edifício foi projetado pelo engenheiro Filinto Santoro por encomenda do próprio governador. Em 2003 o palacete Augusto Montenegro é tombado pelo Governo do Estado do Pará enquanto Patrimônio Histórico e, no mesmo ano, assume enquanto diretora do MUFPA a professora e arquiteta Jussara Derenji.

SERVIÇO
Local: Biblioteca do MUFPA 
Data: 27 de Agosto de 2015
Horário: 09h00 às 13h00
Atividades: Ciclo de Palestras e Visitação Mediada.
Vagas: 50
Informações: patrimoniocomunicacao@gmail.com
Certificado: Carga Horária de 4 horas 



INSCRIÇÕES ENCERRADAS

domingo, 9 de agosto de 2015

CONVERSA PAI D'ÉGUA: “Iniciativas de Preservação e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Paraense: Ações PRMFA | Pará | 2014”


No dia 17 de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Patrimônio Histórico no Brasil. A data é uma homenagem ao historiador, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade, o primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Não por acaso, esta também foi a data escolhida pelo IPHAN/PA para evento em homenagem aos vencedores da etapa estadual do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade (PRMFA), a mais importante premiação na área do patrimônio cultural no Brasil, a qual, desde 1987, promove o reconhecimento de ações de proteção, salvaguarda e divulgação do patrimônio cultural brasileiro.

Placas de Homenagens das Ações do PRMFA | Pará | 2013

Como parte da programação dos Eventos em Educação Patrimonial do Instituto, no dia 17 de agosto de 2015, das 14h às 18h, o IPHAN/PA promove o Conversa Pai D’égua, onde serão apresentados os projetos selecionados na etapa estadual do Prêmio RMFA. Em seguida, das 18h às 20h, será realizada cerimônia em homenagem aos vencedores da etapa estadual do Prêmio RMFA 2014. Embora a premiação seja nacional, o IPHAN promove a homenagem por entender que, para além do mérito da conquista do prêmio, todas as iniciativas que trabalham em prol da preservação do Patrimônio cultural no estado do Pará devem ter seu devido reconhecimento e valorização.

Conversa Pai D’égua: Iniciativas de preservação e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Paraense:
Ações PRMFA | Pará | 2013

Assim, nesta edição do Conversa Pai D’égua, o IPHAN convida os vencedores da etapa estadual do Prêmio RMFA 2014 a palestrarem sobre seus projetos. São eles

  • Edith da Silva Pereira, coordenadora do projeto Arte Rupestre de Monte Alegre - difusão e memória do patrimônio arqueológico, do Museu Emílio Goeldi e da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB): por meio de pintura, fotografia, poesia, vídeos, etc, o projeto estimula a difusão do conhecimento e a ampla divulgação do patrimônio arqueológico existente na região do município de Monte Alegre, área de ocupação histórica, com mais de 11 mil anos.
  • Noé Von Atzingen, coordenador do projeto Balsa Buriti- Preservando a Memória Fluvial/PA, da Fundação Casa da Cultura de Marabá: o projeto consistiu em uma expedição fluvial realizada sobre uma balsa construída com talas de buriti, uma palmeira típica e abundante na região de Carolina (MA), e amarrada com cipós. Com a intenção de homenagear o centenário de Marabá refazendo a rota fluvial realizada por famílias e comerciantes que deixavam Carolina (MA) até aportar em Marabá (PA) pelo Rio Tocantins, e ao mesmo tempo produzindo o registro dessa jornada para resguardar o conhecimento que vem se perdendo ao longo do tempo em função do desuso dessa forma de locomoção, a balsa, em dez dias, passou por onze cidades, levando consigo onze passageiros, representantes de diversas camadas da sociedade.
  • Miguel Chikaoka, coordenador do projeto Fotoativa 30 anos/Pará: a Associação Fotoativa, criada em 1984, tem se consolidado como referência na construção de uma cultura fotográfica na região amazônica, e como uma das mais atuantes e criativas organizações culturais brasileiras. Por meio de palestras, encontros, apoio técnico a exposições, realização de mostras em galerias nacionais e internacionais, intervenções artísticas na cidade, entre outras ações, a Fotoativa busca a contínua transformação do cenário da produção artística local.
  • Dina Maria César de Oliveira, diretora da Fundação Cultural do Pará e Fátima Silva, coordenadora do Projeto Circuito das Artes: iniciativa que busca fazer com que o patrimônio estabeleça a ponte entre sociedade, memória e sentido de pertencimento, o Circuito das Artes leva para os bairros periféricos de Belém e Região Metropolitana de Belém, áreas de risco, ações culturais em forma de oficinas, com várias linguagens artísticas (dança, grafitagem, etc.). O Circuito já rendeu como resultado cinco audiovisuais, nos quais as comunidades exercitam memória e tradição como forma de resgate da história. São eles: Paid’égua da Boca (Bairro do Guamá), Desaparecidos (Bairro da Pratinha), Fragmentos/Cidade Velha (Cidade Velha), Nosso bairro, Nossa memória (Terra Firme), Reconstruindo a história do Aurá (bairro do Aurá), e 08 mostras de resultados.

CONVERSA PAI D’ÉGUA 
O Conversa Paid’égua é um ciclo de palestras realizado desde 2012, com o tema Patrimônio Cultural. A cada palestra é discutido um tema. Desde então, vários assuntos já foram abordados, como “Paisagem Cultural e Patrimônio”, “Legislação e Patrimônio Cultural”, “Educação Patrimonial”, “Roteiros Sensoriais Interpretativos Culturais”, entre outros.

Representantes das Ações PRMFA | Pará | 2013

AÇÕES PARAENSES PREMIADAS NACIONALMENTE
O Pará tem bons resultados na premiação e ações do estado já venceram em oito edições. Em 2012, o destaque foi o projeto “Belém dos Imigrantes”, elaborado pelo CMA/UFPA e que foi ganhador na categoria Pesquisa e Inventário de Acervo. Em 2013, o projeto “Coleta, catalogação, higienização e montagem de fragmentos de azulejos da residência Victor Maria da Silva”, elaborado pelo LACORE/UFPA, foi ganhador na etapa nacional na categoria Patrimônio Material: Bens Imóveis e Paisagens Naturais e Culturais. Em 2014, o Prêmio passou a ser dividido em apenas duas categorias, e o Pará também teve um ganhador na etapa nacional: o projeto “Balsa Buriti – Preservando a Memória Fluvial/PA”, contemplado na categoria Iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural”.

SERVIÇO
Conversa pai d’égua: falando sobre patrimônio
Mesa Redonda: “Iniciativas de preservação e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Paraense: Ações PRMFA|Pará|2014”
Dia: 17/08/2015     Hora: 14h às 18h
Entrega placa de homenagem – Etapa Estadual Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2014
Dia: 17/08/2015     Hora: 18h às 20h
Local: Auditório do IPHAN (Gov. José Malcher, nº 474, esquina com Benjamim Constant)
Inscrições: https://casadopatrimoniopa.wordpress.com/ | Inscrição gratuita | Certificado mediante 100% de participação.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

EVENTO: I Encontro Regional de Estudantes das Artes.


O I Encontro Regional de Estudantes das Artes convida estudantes e pesquisadores, para um espaço de diálogos e debates sobre a repercussão das Artes na Cidade de Belém, suas incidências e confrontos no campo cultural, em especial, o impacto nas políticas públicas. O primeiro tema ARTE HÍBRIDA: A Arte que eu grito aqui vibra aí? É uma iniciativa dos Centros Acadêmicos do ICA, para promover a interação entre indivíduos que convivem com esse meio nos seus diferentes signos e linguagens

CONTATOS
E-mail: arteshibridas@gmail.com

sábado, 11 de julho de 2015

DENÚNCIA: Os belos Casarões construídos no auge da borracha entram em ruínas em Manaus (AM).

O resultado da atitude é a insegurança por parte de moradores que convivem próximo a esses locais praticamente abandonados.

Caminhar pelo Centro Histórico da capital é uma viagem ao passado, no entanto, algumas paisagens podem revelar um presente carregado de descaso. É o caso de imóveis com fachadas históricas que vem se deteriorando com o tempo e ainda pertencem a pessoas vivas.

O resultado da atitude é a insegurança por parte de moradores que convivem próximo a esses locais praticamente abandonados.

O imóvel de número 472, localizado na avenida Joaquim Nabuco, Centro, é um exemplo. O que antes era um conhecido casarão pertencente a uma família portuguesa, hoje é apenas uma construção com a estrutura seriamente comprometida.

É o que conta o responsável por um estacionamento, Marcos Brito, 59. Ele paga um aluguel ao atual dono do local – identificado apenas como “José” – e contou um pouco sobre a história da residência.

“Aqui morava a família Grosso, de Portugal. O pai da família era dono de uma padaria e gostava muito de festas. As pessoas contam que toda semana essa casa ficava cheia de gente. Ele morreu e a casa foi vendida, porém o dono não mora aqui”, relatou Brito.

DESCASO
Um resultado visível da falta de reformas no imóvel é a perda de aspectos históricos da estrutura. Trepadeiras, mato e vários objetos hoje tomam conta do local. O assoalho de madeira, que antes sustentava o piso da residência, está com a base em decomposição, assim como tijolos que cobrem uma antiga entrada e janela e a tinta descascada das paredes.

A comerciante Marta Soares, 45, afirma que a situação é ainda pior em outras duas casas ao lado do casarão. Uma delas, por exemplo, ainda possui uma placa indicando uma antiga sede do Governo do Estado de Roraima.

“Isso aqui é perigoso. Os ladrões e drogados se aproveitam pra se esconder aí. O pior é que se comprarem, vai vir alguém pra dizer como é pra fazer… É muita burocracia”, disse ela.

Casarões abandonados no Centro de Manaus poderiam revelar muito da história da cidade

AUXÍLIO
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Amazonas informou que entre os programas a oferecer incentivos fiscais aos proprietários de imóveis no Amazonas está o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

O programa está com edital aberto até novembro  pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SalicWeb), disponível no site do Ministério da Cultura.

REPASSE
De acordo com o Ministério da Cultura, R$ 300 milhões foram destinados a proprietários de imóveis em áreas tombadas pelo Iphan em 2015, no entanto, segundo a superintendência regional, o Amazonas não esteve incluído no repasse neste primeiro momento.

centro
Fonte: A Critica 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

SEMANA DO PATRIMÔNIO PARAENSE: Evento anual realizado pela ASAPAM é finalista da 28ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

Nos dias 28 e 29 de julho, a Comissão Nacional do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade irá se reunir, em Brasília, na Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para escolher os oito vencedores. No total, foram habilitados 234 projetos, encaminhados às comissões estaduais, realizadas nas superintendências do Iphan nos estados. Desta segunda triagem, saíram as 57 ações que irão para a avaliação final. 

No Pará foram avaliadas 10 propostas, sendo quatro projetos selecionados para concorrer na etapa nacional. Na categoria I: Cinemateca Paraense e Restauração e Conservação Igreja do Carmo; Na Categoria II: Semana do Patrimônio Paraense e Ginga e Resistência da Baixada.

A reunião da Comissão Nacional ocorre em dois dias para que haja uma análise rígida e aprofundada sobre cada proponente. Cada uma das ações é julgada por dois jurados diferentes para que, assim, estimule-se o debate e a contraposição de visões. Após as deliberações, segue-se para a votação das ações, da qual sairão quatro vencedores em cada uma das categorias, totalizando oito premiados.

O júri é composto de representantes de universidades, institutos ligados à cultura, de setores do poder público e da sociedade. O intuito é fazer com que o Prêmio esteja em consonância com os rumos das políticas culturais que, cada vez mais, adotam formatos de participação democrática. Com isso, há um envolvimento dos diversos atores sociais, permitindo um processo avaliativo de múltiplas perspectivas, importante para compreender as manifestações culturais brasileiras que carregam essa diversidade. 

Ao final do processo, serão oito projetos vencedores em todo o país, representando ações de relevância pública para a proteção patrimonial, com pelo menos uma das fases tendo sido realizada no ano de 2014. Os vencedores receberão o prêmio de R$ 30 mil cada.

SEMANA DO PATRIMÔNIO PARAENSE

Desde sua fundação, em 20 de Novembro de 2010, a Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia – ASAPAM, membro da Rede Casas do Patrimônio Pará, buscava elaborar uma ação que culminasse em apresentar atividades referentes à promoção do patrimônio cultural paraense, realizada por diversas instituições públicas e privadas, além de grupos ou indivíduos da sociedade civil. A partir desta ideia surgiu a SEMANA DO PATRIMÔNIO PARAENSE, que foi idealizada para comemorar o dia do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Pará, o qual ocorre no dia 5 de novembro, sancionado pelo governo estadual por intermédio da Lei nº 7.515, de 28 de abril de 2011.

A primeira SEMANA DO PATRIMÔNIO PARAENSE ocorreu em novembro de 2011 e já está na sua quarta edição. A cada ano um tema macro é abordado durante o evento e são convidados a participar vários especialistas que tenham envolvimento com a área de Patrimônio Cultural, além da abertura de inscrições de comunicações correlatas ao tema. O evento ocorre sem nenhum financiamento e é realizado em parceria com algumas instituições que fornecem materiais para distribuição e/ou espaços para a realização do evento.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

PROJETO CONHECER O PATRIMÔNIO: 3ª Edição no Centro de Memória da Amazônia - CMA


No dia 19/06 (sexta) ocorreu a terceira edição do PROJETO CONHECER O PATRIMÔNIO e na ocasião o espaço cultural contemplado foi o Centro de Memória da Amazônia – CMA, que se constitui em um arquivo de fundo judiciário salvaguardando arquivos do Tribunal de Justiça do Pará-TJPA anteriores ao ano de 1970 e tem como objetivo preservar a memória do judiciário paraense e disponibilizar os documentos para pesquisa acadêmica e pessoal. 


 O acontecimento reuniu um diversificado público em prol da análise sobre a visão de patrimônio documental conferida aos arquivos públicos. Os participantes da mesa de abertura foram o presidente da Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia – ASAPAM, Bernardo Costa Junior, que primeiramente agradeceu a presença de todos e frisou a importância de mais uma edição do projeto em um campo de conhecimento tão importante como a Arquivologia. Logo após, o professor história da UFPA, Dr. Aldrin Moura de Figueiredo, atual diretor do Centro de Memória da Amazônia, além de agradecer e reconhecer a iniciativa do projeto discorreu quanto a história do edifício, as ações no sentido de constituí-lo como centro de memória, além de sinalizar a importância de se militar no campo do patrimônio cultural.


 A Sócia Colaboradora da ASAPAM, Larisse Rosa - graduanda em Museologia e atual bolsista do CMA - mediou a mesa de debate composta por Leonardo Torii, historiador, Coordenador do Setor de Gestão de Documentos do Arquivo Público do Pará; Lélia Fernandes atual presidente da Associação dos Amigos dos Arquivos Públicos do Estado do Pará – ARQPEP; por fim a chefe da Divisão de Documentação e Arquivo do Tribunal de Justiça do Pará – TJ-PA, Leiliane Sodré Rabelo.


                Leonardo Torii discorreu sobre os procedimentos padrões e aspectos técnicos que são utilizados ao se lidar com arquivos, em seguida exaltou o valor histórico que possuem e apontou a potencialidade dos mesmos como suporte para a preservação da memória e consequentemente como patrimônio documental. Na sequência Lélia Fernandes falou das iniciativas de integralizar, por meio da cooperação em rede, os arquivos públicos de toda a Amazônia Legal, por meio da cooperação de instituições diversas e iniciativas nacionais, a exemplo da Rede Nacional dos Pontos de Cultura, e finalizando ainda apresentou a atual situação dos arquivos públicos, em especial do Pará. Leiliane Rabelo levou ao conhecimento do públio o trabalho exercido na divisão de arquivos do TJ-PA e o sentido do seu uso como programa de gestão documental e preservação da memória do judiciário brasileiro e sua transversalidade com a sociedade.


                Ao fim do evento realizou-se breve palestra técnica com os bolsistas do CMA em relação aos procedimentos adotados no centro quanto à catalogação dos arquivos e em seguida foi iniciada visita. Os presentes tiveram acesso ao acervo do espaço, sendo alguns arquivos de maior relevância expostos e dispostos ao manuseio de quem tivesse interesse. Dentre as “obras raras” estava um documento de crucial importância para a história, como: O Inventário de Antônio Lemos, usado pela família para reaver bens perdidos durante o ataque promovido pelos seus opositores que resultou no incêndio de sua casa, e ainda o arquivo mais procurado e mais pesquisado do CMA: o processo original do homicídio de Severa Romana, mulher alvo da santificação popular paraense, cujo tumulo possui diversas homenagens. Documentos como os estatutos dos clubes do Remo e Paysandú também fazem parte do acervo.


                A ASAPAM agradece a todos que participaram da 3ª edição do Projeto Conhecer o Patrimônio e entende que é de fundamental importância a promoção do acesso aos espaços de cultura do Estado, pois estes guardam uma memória que se torna cada mais viva a partir do contato com a sociedade.







Texto: George Bruno e Verena Merícias
Fotos: Bruno Silva