Mostrando postagens com marcador Antiga Escola Pequeno Príncipe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antiga Escola Pequeno Príncipe. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de maio de 2015

CASO PALACETE DR. CORRÊA: Ministério Público ajuizará Ação Civil Pública contra proprietários.


A 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, Patrimônio Cultural, Habitação e Urbanismo deve ingressar com Ação Civil Pública de responsabilidade por danos causados ao Patrimônio Histórico, contra Jorge Mutran Exportação e Importação Ltda., proprietária do imóvel do antigo Palacete Dr. Corrêa, onde funcionou o Colégio Pequeno Príncipe, na Av. Magalhães Barata.

Com base nas denúncias de abandono e degradação do imóvel, foi emitida em 20.04.2014, a Recomendação Nº 002/2014-MP/2ª PJ MA, onde constam: a limpeza do imóvel, com a retirada da vegetação, entulhos e demais sujeiras do imóvel, num prazo de 15 dias; escoramento e consolidação estrutural das paredes laterais, do prédio do imóvel, no prazo de 01 mês; elaborar projeto de restauro com as linhas originais do prédio através de arquitetos qualificados que tenham experiência em restauração, no prazo de 03 meses e ainda executar e finalizar o projeto apresentado após aprovação da SECULT/DPHAC em no máximo 06 meses, a contar do recebimento da Recomendação.

Promotora Ângela Balieiro, da 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente

Além de constatar que não foram cumpridas nenhuma das recomendações feitas pelo Ministério Público, o Relatório de Vistoria Técnica feita pela Engenheira Maylor Costa Ledo, do  Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar do Ministério Público Estadual realizada no dia 06 de abril do corrente,  aponta para a realização de serviços irregulares no imóvel, sem autorização do órgão de preservação estadual, a SECULT e que causaram grave dano ao patrimônio, especialmente a retirada do telhado, pisos e janelas, sem que fosse realizada cobertura provisória, de forma a evitar a ação do forte inverno amazônico.

No Relatório se constata ainda que não foi executado nenhuma das ações imediatas recomendadas pela promotoria para a salvaguarda do prédio, como retirada da vegetação aérea e o escoramento estrutural de suas paredes, que "apresentam rachaduras e possível risco de colapso".

A decisão da Promotora Angela Balieiro, em recorrer à justiça, decorre do esgotamento de todas as medidas possíveis no âmbito administrativo do Ministério Público e busca defender a preservação do bem, responsabilizando aqueles que  contribuíram para a degradação do patrimônio cultural, por força da responsabilização civil,  obrigando a reparar o dano, prioritariamente fazendo o patrimônio retornar ao estado anterior e, em caso de impossibilidade técnica de recuperação do bem, parcial ou total, tornando-se irreversíveis os danos causados, caberá a compensação pelos danos irrecuperáveis ou indenização em dinheiro, sem prejuízo da indenização pelos danos morais coletivos.

A ASAPAM e AAPBEL, entidades que apresentaram denúncia e pediram o tombamento estadual e municipal do bem, aplaudem a decisão do Ministério Público e esperam que a Justiça também cumpra o seu papel. 

Acesse aqui o Relatório completo da Vistoria Técnica:
https://drive.google.com/drive/my-drive?tab=mo

Fonte: AAPBEL
Imagens: Belém Antiga/AAPBEL

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

CASO PALACETE DR. CORRÊA: ASAPAM e AAPBEL formalizam processo de tombamento na SECULT e FUMBEL.



Associação dos Agentes do Patrimônio da Amazônia – ASAPAM e a Associação dos Amigos do Patrimônio de Belém - AAPBel formalizaram o Pedido de Tombamento Estadual e Municipal junto a SECULT/PA e FUMBEL, do Palacete Dr. Corrêa onde funcionava a antiga escola Pequeno Príncipe na Avenida Magalhães Barata, Nº 755 próximo ao Parque da Residência.

O imóvel que já encontra-se inventariado pelo Departamento de Patrimônio da SECULT/PA, como "Bem de interesse à Preservação", está sem uso desde que a escola deixou de funcionar e nos últimos meses vem sofrendo contínuas agressões visando acelerar sua destruição, exigindo da sociedade e do poder público, ações urgentes de preservação para garantir seu reconhecimento por parte da sociedade, como Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Belém e do Pará.

De acordo com as Lei Estadual de Preservação nº 5629/90 e a Lei Municipal do Patrimônio Histórico nº 7709/94, a partir do pedido de tombamento, o bem em exame terá o mesmo regime de preservação até a decisão final do Conselho de Patrimônio. O tombamento além de dá maior proteção e salvaguarda do bem, pode garantir linha de crédito especial e isenção de IPTU para o proprietário.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

DENÚNCIA: Antiga Escola Pequeno Príncipe abandonada e deteriorada.


Todos os dias a ASAPAM e o blog Casarão de Memórias recebem vários tipos de e-mails e mensagens sobre os mais variados assuntos ligados ao segmento de Patrimônio Cultural. Entre esses assuntos estão Exposições, Eventos, Roteiros, Mostras, Filmes, entre outros. Porém na área de denúncias com o descaso do nosso bens patrimoniais viraram uma constante em nossas mídias sociais.

Depois de postagens sobre o Palacete Ferro de Engomar e Capela da Santa Casa de Misericórdia, chega ao nosso conhecimento a atual situação do prédio da antiga escola Pequeno Príncipe. O local esta passando por um perigoso processo “reforma”. Ainda não se sabe o que será feito da edificação, mas será que esse processo esta sendo acompanhado pelos órgãos competentes?
Lembrando que o prédio fica praticamente na frente da nossa Secretaria de Estado de Cultura – SECULT/PA.

Qualquer informação sobre essa tal reforma ou imagens de antes e depois dessa edificação enviem para o nosso e-mail: 
patrimoniocomunicacao@gmail.com

Segue abaixo o registro fotográfico feito pelo jornalista e escritor Salomão Larêdo: