terça-feira, 23 de outubro de 2012

Programação preliminar da Semana do Patrimônio 2012



Caros amigos e parceiros,

A Associação dos Agentes de Patrimônio da Amazônia (ASAPAM) convida você para participar da Semana do Patrimônio Paraense 2012, que será realizada entre os dias 5 e 9 de novembro. Com o tema "Sociedade e Patrimônio" o evento pretende fomentar o debate sobre a importância do exercício de nosso papel, enquanto cidadãos, para a preservação, difusão e defesa do patrimônio cultural.
A Semana do Patrimônio Paraense tem o apoio do IPHAN; Unipop; Museu Paraense Emílio Goeldi; CEMED; GGEOTUR; Liceu de Cultura e Arte em Icoaraci e Associação Fotoativa.


Compartilhamos a programação preliminar da Semana do Patrimônio Paraense 2012, que será realizada entre os dias 05 e 09 de novembro.
Avisamos, também, que o prazo para inscrição de apresentação de trabalhos foi prorrogado até o dia 26/10/2012.

Para maiores informações, entrem em contato através do site www.asapam.com ou pelos emails asapam@asapam.com ou patrimoniocomunicacao@gmail.com



Agradecemos pelo apoio e contamos com a presença de todos!

Programação preliminar da Semana do Patrimônio Paraense 2012
SEGUNDA FEIRA – 05/11/2012
HORÁRIO
PROGRAMAÇÃO
14h – 17h.
Credenciamento
Cerimônia de Abertura
16h – 17h.
Jeancarlo Pontes Carvalho – Presidente da ASAPAM
Maria Dorotéia de Lima – Superintendente Estadual do IPHAN / PA
Palestra de Abertura:
17h – 18h.
Alberdan Batista - Representação Regional do Minc na Região Norte.

TERÇA FEIRA – 06/11/2012
HORÁRIO
PROGRAMAÇÃO
Oficina:
9hs – 11hs

"Como fazer a preservação de acervos de suporte em papel sem verbas".
Ministrante: Ethel Valentina – Associação dos Amigos do Arquivo público do Pará.

Local: AUDITÓRIO ANEXO DO IPHAN.
Comunicações
14h – 16h.
Patrícia Carvalho Cavalcante
         Titulo do Trabalho:
Entre Encantados, Mestres E Benzeções: um Estudo da Pajelança Cabocla Marajoara como Patrimônio Cultural Imaterial do Pará.
Antônio Carlos Santos do Nascimento
         Titulo do Trabalho:
Diagnóstico do Patrimônio do Município de Cachoeira do Arari-Pa, Ilha do Marajó.
Francisco José Oliveira da Silva.
         Titulo do Trabalho:
Saberes de Mestres Carpinteiros Navais de Vigia: conhecimentos e técnicas tradicionais ameaçadas.
Palestra 16h – 17h:
 “Ponto de Memória no bairro da Terra-firme”.
Profª Ms. Edivania Santos Alves - Seduc

Mesa Redonda : “Sociedade e Patrimônio”
17h – 19h
CONVIDADOS:
Ethel Valentina Soares – Associação dos Amigos do Arquivo Público do Estado do Pará
Silvio Costa - Fórum Municipal de Cultura. 
Antônio Ferreira - Mestre em Cultura Popular
Lilian Panachuk  - Scientia Consultoria em arqueologia 
 
Mediadora:
Verena Carvalho Merícias  - ASAPAM.
 

QUARTA FEIRA – 07/11/2012
HORÁRIO
PROGRAMAÇÃO
Oficina:
9:00hs às 11:00hs

Oficina de Educação Patrimonial.
Ministrantes: Tânia Botelho e Larissa Cavalcante (Liceu Arte e Cultura de Icoaraci).
Local: Local: AUDITÓRIO ANEXO DO IPHAN

14h – 16h: Comunicações

Leonardo Valente oliveira
         Titulo do Trabalho: BELLE ÉPOQUE: A importância desse período para a educação patrimonial.
Leonardo Sousa dos Santos
         Titulo do Trabalho: Espacialização e Analise dos Incêndios Urbano do Centro Histórico de Belém-PA de 2009 – 2011.
16h – 17h: Palestra

“Patrimônios do poder e do afeto na Amazônia marajoara”.

Prof. Dr. Agenor Sarraf Pacheco – Arquivo Público do Estado do Pará

17h – 19h: Mesa Redonda “Interdisciplinaridade e Patrimônio”


CONVIDADOS:

Prof. Michel Pinho - FOTOATIVA
Prof. Dr. Tony Leão

Mediadora:
Helen Lanhellas - ASAPAM.


Quinta Feira – 08/11/2012
HORÁRIO
PROGRAMAÇÃO
Oficina:
08:30 - 12h.

"Do pensamento ao olhar... do olhar à fala”.

Ministrante: Associação FOTOATIVA

Local: Coreto Central da Praça Batista Campos

OBS.: LEVAR CÂMERA DIGITAL.

14h – 16h: Comunicações
Nome: Mateus dos Santos Galúcio
         Titulo do Trabalho: Projeto Boi-Bumbá: Cantando e Ensinando no Laboratório Multi Disciplinar Brinquedoteca do IFPA
Bruno Silva Costa
         Titulo do Trabalho: Metodologia Científica e Suas Práticas: Conceitos básicos na utilização de mídias digitais nas apresentações em sala de aula.
Nome: Lidiane Baía de Matos e Luiza Nayara Mendes Costa
         Titulo do Trabalho: Vivendo entre mundos.
16h – 17h: Palestra


17h – 19h: Mesa Redonda “Turismo e Patrimônio”

CONVIDADOS:

Profª Neila Cabral – IFPA

Prof. Raul Campos  - FACTUR/UFPA

Mediador:
Bernardo Costa Jr. - ASAPAM.


SEXTA FEIRA: 09/11/2012
HORÁRIO
PROGRAMAÇÃO
Oficina:
9hs – 11hs
“Jogos, Memórias e Teatro”.

Ministrante: Vanda Lopes - UNIPOP.

Local: sede da UNIPOP. (Av. Senador Lemos, 557, entre Dom Pedro I e Dom Romualdo de Seixas  Bairro: Umarizal. Prox a Praça Brasil).
14hs – 16hs:
Entrega dos certificados das oficinas
16hs – 18hs: Mesa Redonda “Redes Sociais e comunicação: a importância da mídia para a divulgação e defesa do patrimônio cultural na atualidade”

CONVIDADOS:

Felipe Cortez – TV CULTURA.

Cácio Murilo - Comunidade Virtual Vila Sorriso Icoaraci.

Isaac Loureiro  - Blog sobre a campanha do carimbo como patrimônio cultural (http://campanhacarimbo.blogspot.com.br)

Mediadora:
Renata Souza Barros – ASAPAM

18hs – 20hs: Encerramento cultural


Programação Cultural

Sábado: 10/11/2012
HORÁRIO
PROGRAMAÇÃO
Passeio Cultural:
08h – 12h:
Passeio pelo Centro Histórico de Belém: PPGEO
Local: Concentração na frente do Forte do Castelo


INSCRIÇÕES PRORROGADAS!

A ASAPAM VEM INFORMAR QUE AS INSCRIÇÕES PARA AS 

APRESENTAÇÕES DE TRABALHOS A SEREM REALIZADAS NA 

SEMANA DO PATRIMÔNIO PARAENSE 2012 FORAM 

PRORROGADAS ATÉ SEXTA-FEIRA 26/10/2012.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CÍRIO DE NAZARÉ: A Procissão que iguala a todos na Fé.

Devotos portugueses já levavam as imagens de seus santos padroeiros de uma aldeia à outra no final da Idade Média. Para iluminar o caminho e louvar o homenageado, os fiéis levavam consigo grandes velas; no Brasil, apenas no Estado do Pará, a palavra Círio – que vem do latim cereus e, etimologicamente, significa “grande vela de cera” – tornou-se sinônimo de procissão, a procissão de Nossa Senhora de Nazaré.

Imagem 1: Procissão do Círio no Largo de Sant’Ana.
              Fonte: Acervo IMGB, Rio de Janeiro.

Plácido era paraense, agricultor e caçador, e um homem simples e devoto. Segundo uma lenda local, Plácido teria um dia, enquanto voltava para casa, encontrado uma pequena imagem de uma santa entre pedras lodosas às margens do igarapé do Pirí.

Ele levou a Santa envolvida com um manto de seda brilhante para casa. No dia seguinte, quando foi procurá-la, encontrou completamente vazio o pequeno altar onde a guardou. E quando voltou ao local onde a Santa fora encontrada ela estava lá, passando a impressão de que tivesse retornado ao lar. Plácido apanhou a imagem e mais uma vez a levou para casa. Novamente no dia seguinte ela não amanheceu onde foi deixada e já era de se esperar o local onde ela deveria estar.

Não se sabe quantas foram as vezes que Plácido levou a imagem para sua casa e ela voltou sozinha para as margens do igarapé. Devido a este fato, Plácido construiu um pequeno oratório no local do achado que batizou de “O coração do Humilde”, e foi então que teve início a devoção à Nossa Senhora de Nazaré em Belém do Pará.

O Círio como Patrimônio Cultural

A Festividade de Nazaré tem uma importância cultural muito grande para o Estado do Pará, já que engloba muitos assuntos pertinentes ao modo de vida e da cultura local, tais como: pratos típicos servidos no tradicional almoço do Círio, as diversas exposições artísticas e apresentações populares na cidade, o arraial, dentre outras manifestações.

Fotografia 2: Corda do Círio.
Fonte: Internet (2011)

O Círio é uma manifestação religiosa e cultural da sociedade paraense, que sofreu influência dos portugueses que cultuavam a Virgem desde o Cristianismo e vieram para o Brasil com os primeiros religiosos jesuítas. Porém, a devoção à Nossa Senhora de Nazaré, mais precisamente em Belém, se deu a partir do achado da imagem da Santa por um humilde morador da Estrada do Utinga, chamado Plácido José de Souza. 

No Pará, o culto à Virgem de Nazaré ocorreu primeiramente na cidade interiorana de Vigia, o que deixa claro a multiplicidade das formas de pensamento e das características desses povos, os portugueses e os paraenses, fato que configurou o Círio numa manifestação religiosa que ao longo dos anos veio se adequando e caracterizando seu perfil ao dos habitantes de uma cidade que é movida, sobretudo, pela fé.

O Círio como Patrimônio Imaterial

 Patrimônio Imaterial é o conjunto de bens culturais que abrange usos, costumes festas, folguedos, música, dança, entre outras coisas, e o Círio de Nazaré se enquadra nesse contexto porque nele podem-se encontrar vários elementos das duas tradições culturais que contribuíram para a formação do povo paraense, que foram a indígena, com sua culinária e a portuguesa com seus elementos que nos remetem aos Círios de Portugal, como as crianças vestidas de anjo, por exemplo.

Fotografia 3: De joelhos.
Fonte: Internet (2011).

O Círio de Nazaré foi registrado, pelo IPHAN, como Bem Cultural de Natureza Imaterial, sendo o único bem registrado no Livro das Celebrações do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) em 05/10/2004.

O Círio é uma manifestação religiosa que ocorre em Belém há mais de duzentos anos, e reúne anualmente cerca de dois milhões de pessoas em uma caminhada de fé e emoção pela capital do Estado do Pará com o objetivo de homenagear a mãe de Jesus, Nossa Senhora de Nazaré.

Durante tantos anos de existência, o Círio é uma tradição que envolve valores, devoção e fé que são passados de geração em geração. É a união de pessoas que passam pela infância, juventude e maturidade esperando ansiosamente pelo segundo domingo do mês de outubro para despertarem cedo de um sono mal dormido, diante de tanta inquietação e euforia para verem passar pelas ruas da cidade uma imagem pequenininha, mas de uma grandiosidade indescritível e inigualável, e sentirem o bálsamo e a benção sendo derramados diretamente em suas almas, não importando o calor, o cansaço e a dor, é uma “pororoca” de devotos movidos por algo maior que eles mesmos, a fé.

 E como se não fosse suficiente, depois de terem visto a “santinha” todos seguem satisfeitos para suas casas aguardando o momento de confraternizar, de rever os parentes que moram distante, os velhos e novos amigos para então saborearem os pratos típicos, a maniçoba e o pato no tucupi.

Depois de tantos momentos de alegria e celebração é chegado ao fim mais um Círio de Nazaré, mas no ano que vem tudo irá se renovar e é por isso que há tanto tempo esse extraordinário acontecimento cresce em número de romeiros, promesseiros, adeptos e simpatizantes.

O Círio de Nossa Senhora de Nazaré é a mais fiel expressão da identidade e valorização da memória de um povo devoto, religioso e orgulhoso de sua cultura, fato que o torna o patrimônio imaterial mais expressivo do Estado do Pará e tem na fé sua continuação e salvaguarda.

A simbologia Santa e Berlinda

Estudos mostram que os símbolos não se constituem naturalmente, eles são criados pela própria sociedade para fazer alusão a alguma situação. Há a necessidade de interpretá-los relativamente à sua significância.

No caso do Círio, a santa na berlinda e seus elementos como: o manto, o globo, os anjos, as coroas, a própria Maria carregando o menino Jesus criam uma relação direta de fé, devoção, emoção entre a sociedade e esse símbolo religioso.

Imagem 4: A Santa na Berlinda.
     Fonte: Internet (2011).
Relativo ao manto, todos os anos se cria uma grande expectativa sobre que manto vestirá Nossa Senhora, e que artista irá confeccioná-lo. Mas além da indiscutível beleza visual e estética, é importante salientar que muitas mensagens de paz, fé e esperança já foram transmitidas por meio dos elementos visuais contidos no manto, sempre buscando o bem da humanidade em geral.

Para os devotos, ver a Mãe de Jesus carregando seu Filho nos braços, dentro de uma berlinda dourada, que guarda a “Rainha da Amazônia”, tão delicadamente ornamentada com flores, sendo puxada por uma corda de fé que enlaça a alma e o coração de cada um dos milhões de filhos que se fazem presentes nas ruas de Belém, derramando sobre eles suas bênçãos e vos acolhendo, sejam eles menos ou mais favorecidos, brancos ou negros, saudáveis ou enfermos, “normais” ou especiais, conterrâneos ou turistas, é o alcance da plena satisfação espiritual e maternal.

Acreditar e confiar que existe uma Mãe soberana que nos guarda sob o seu manto, protegendo cada um de nós de todos os males terrenos, não tem sol, cansaço ou dor que se faça maior que a vontade de estar com Ela todos os anos e é por isso que na alma do paraense é sempre outubro.

Círio de Nazaré: A Construção de um imaginário

No mês de outubro, mais especificamente na segunda semana, a cidade de Belém se transforma na grande capital da fé. Milhões de turistas se deslocam de suas cidades, Estados e até países para participarem do Círio de Nazaré.

Há uma ansiedade geral em torno da visão da imagem da santa em sua berlinda, ícone da procissão, acompanhada pela devoção dos fiéis que, mesmo debaixo do sol e da dor de terem seus pés esmagados e ainda queimados pelo asfalto quente, não desistem de andar lado a lado com sua “mãezinha”, seja na corda - que é ícone e a expressão maior da gratidão pela graça já alcançada ou daquela que está por se alcançar - seja pelas calçadas.

Outro ponto significativo da celebração é observar os promesseiros que fazem todo o percurso de joelhos, sendo ajudados por voluntários, num gesto de generosidade, compaixão e solidariedade. Como conseqüência de tantas manifestações visuais de forte apelo emocional, se constrói toda uma expectativa imaginária sobre o acontecimento.

Quando os turistas deixam suas casas trazem consigo sonhos, euforias, curiosidades, vêm cheios de esperanças e querem constatar o que ficaram sabendo ou ouviram falar, o que é divulgado na mídia, através de jornais, revistas e sites, ou ainda por quem viveu a emoção à flor da pele e compartilhou com o outro.

A cidade se movimenta em torno desta manifestação religiosa, com os aromas que se espalham do ar da maniçoba cozinhando oito dias no fogo, o tucupi do preparo da iguaria com o pato, com as ruas mais limpas e ornamentadas, com as casas passando por pequenas reformas, tudo para receber a “Rainha da Amazônia”, a mais ilustre convidada.

Texto: Verena Merícias

Verena Merícias é Artista Visual e Tecnóloga da Imagem, especialista em Patrimônio Cultural e Educação Patrimonial.
Contato: vmericias@hotmail.com

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ATO EM DEFESA DO CENTRO HISTÓRICO DE BELÉM


No dia 26 de setembro de 2012, o projeto de alteração do Plano Diretor da cidade de Belém proposto pelos vereadores Gervásio Morgado e Raimundo Castro ia ser posto em votação a fim de aumentar o gabarito e a área de construção na Almirante Barroso,  no centro histórico e entorno. Porém, com a intervenção de movimentos sociais e demais representantes da população, esta votação foi cancelada,porém o projeto permanece aguardando votação.
Para esclarecimento, aumentar o gabarito da cidade significa dizer, de forma simplificada, que poderão ser construídos prédios de 40 andares quando hoje o limite é de 19. Aumentar esse limite significa mais lucro para empreiteiras, mais gente circulando, mais trânsito de carros e veículos pesados (consequentemente menos estacionamento) e especulação imobiliária.
Este projeto beneficia uma parcela de empresários que visa lucrar com essa alteração sem nenhum estudo sobre o impacto que essa ação trará para a cidade e sua população. Estes absurdos foram denunciados através das redes sociais esta semana,mas já estavam sendo anunciados há tempos.
 
Vale lembrar que o Vereador Morgado é o mesmo que propôs a mudança do nome da rua Apinagés para Jerônimo Rodrigues (fundador do grupo Líder), promulgou a lei que autoriza a abertura do comércio aos domingos (porém sem estipular acordos coletivos para proteger o direito do trabalhador), anos atrás tentou passar uma lei de beneficiamento de lixo patológico que beneficiava era mesmo uma só empresa e ainda foi flagrado tomando uma cervejinha em plena Câmara dos Vereadores em horário de expediente (mas alegou ser guaraná)!
 
Tendo em vista todo esse contexto inadmissível, domingo (30/09) haverá um ATO PÚBLICO EM DEFESA DO CENTRO HISTÓRICO DE BELÉM a partir das 10h na frente da Catedral da Sé.
 
Vamos participar, nos organizar e fazer ouvir nossa voz para impedir que mais essa atrocidade abale nosso patrimônio.
 
 
 
Texto de Renata Barros

terça-feira, 11 de setembro de 2012

OFICINA DE SEGURANÇA DE ACERVOS E PATRIMÔNIOS CULTURAIS



“Introduzir os princípios básicos que envolvem a segurança de um acervo histórico, ressaltando a importância de medidas preventivas e avaliação de riscos”, este é o objetivo principal da oficina e de uma palestra promovida pela Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Museu de Astronomia e Ciências Afins, do Rio de Janeiro.
Ministrada pela restauradora Solange Rocha, a I Oficina de Segurança de Acervos e Patrimônios Culturais é uma ótima oportunidade para profissionais e estudantes das áreas de Restauro, História, Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia, Arquitetura, entre outras, a adquirirem novos conhecimentos sobre Segurança em Acervos.A programação acontecerá durante três dias: 26, 27 e 28 de setembro.
A palestra “Segurança de Acervo e Patrimônios Culturais” será no dia 26. 09, de 8h30 às 12h00. No mesmo dia, de 14h00 às 18h00 começa a oficina. Vale ressaltar que, no dia 28.09, a oficina acontece nos dois horários: 8h30 às 12h00 e de 13h30 às 18h00.
As inscrições podem ser feitas até a véspera do evento, bastando para isso, depositar o valor correspondente na conta da Arqpep (CAIXA, ag. 22, c.c 03001136-8) e enviar a comprovação para o e-mail arqpep@yahoo.com.br, sendo que se a inscrição for feita até o dia 20.09, os valores são os seguintes: Público Geral R$ 150,00, Estudante R$ 75,00 e Servidor Público 75,00. Após o dia 20.09, os valores são R$ 180,00, Estudante R$ 90,00 e Servidor público, também, R$ 90,00, lembrando sempre que os associados da Arqpep têm 15% de desconto e haverá certificação dos participantes com frequência mínima de 75%.
A oficina tem CH de 16 h e divide-se em 3 módulos:
1º dia
Conceituação: patrimônio, preservação, conservação, segurança, acervo e documento. Segurança física : Responsabilidades, proteção por perímetro, linhas de atuação, segurança do prédio. Segurança das pessoas, equipe de segurança. 
 2º dia
Emergências, proteção contra sinistros, roubo e vandalismo, incêndio, alarmes e CCTv, desocupação de acervos e pessoas.

 
3º dia
Vídeo, aplicação de questionário e exercício de fixação.
 
Curriculum Solange Rocha
Bacharel em História pela Universidade Santa Úrsula, especialista em Restauração e Conservação de Bens Culturais pela UFRJ, já trabalhou no Arquivo Nacional, Museu Nacional de Belas Artes e, atualmente, está no Museu de Astronomia e Ciências Afins.
Há dez anos trabalha e desenvolve estudos nas áreas de Preservação e Segurança de Acervos, é Coordenadora Geral do Projeto de elaboração da Política de Preservação de Acervos Institucionais e idealizadora, coordenadora e, atualmente, membro da comissão de elaboração do curso Segurança de Acervos Culturais do MAST. Além de participação nos mais diversos eventos na área.
 
Maiores informações: ARQPEP

domingo, 9 de setembro de 2012

Patrimônio histórico de Belém está ameaçado

Cidade mistura arquitetura colonial do século 18 e art nouveau, do 19
Há pinturas sem nitidez, paredes de igrejas descascadas e com cupins; fachada de convento até desabou

Cidade que mistura arquitetura colonial do século 18 com estilo art nouveau do ciclo da borracha, no século 19, Belém assiste à degradação de seu patrimônio histórico, com imóveis ameaçados e desgastados pelo tempo.
Há igrejas com paredes descascadas e atacadas por cupins. Na capela da Ordem Terceira de São Francisco e na igreja do Carmo, pinturas estão perdendo nitidez pela falta de conservação.
Há três anos, a fachada de um antigo convento dos jesuítas do século 18 chegou até a desabar.
Segundo o Ministério Público Federal e o Fórum Landi (ligado à Universidade Federal do Pará e que monitora o patrimônio histórico), há diversas construções em risco.
Especialistas dizem que as intervenções no patrimônio têm sido pontuais, sem planejamento de longo prazo entre as esferas de governo.
"Há 25 anos, as cidades históricas entraram em crise, vendo o crescimento de outras capitais, e começaram a investir em rejuvenescimento para atrair turistas. A única que não fez isso foi Belém, ficamos atrasados", diz o arquiteto Flávio Nassar, coordenador do Fórum Landi.
Outro empecilho é que, segundo o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), um débito da prefeitura com o governo federal, de outubro de 2010, impede que sejam aplicados recursos federais no patrimônio histórico. Por isso, 50 projetos não receberam verba.
 
INFILTRAÇÕES
Os dois bairros do centro histórico de Belém, Campina e Cidade Velha, são tombados pelo Iphan.
Neles, há algumas construções que foram revitalizadas e viraram pontos turísticos.
Seguindo pelas ruas estreitas do centro, no entanto, o aspecto é de degradação.
Uma das piores situações é a da capela da Ordem Terceira de São Francisco, cujas paredes úmidas são resultado de infiltrações. Só abre aos domingos.
A capela é do século 18, e pesquisadores afirmam que seu retábulo (construção que fica no altar) é de autoria do arquiteto Antônio Landi, considerado o mais importante de Belém no período.
Outro imóvel atribuído a Landi, a capela Pombo, antiga construção particular em uma área comercial do centro, está abandonada e deverá ser restaurada pela UFPA.
 
OUTRO LADO
A Fumbel (Fundação Cultural de Belém), ligada à prefeitura, diz que o centro histórico é de difícil conservação devido à sua extensão.
Há 7.000 imóveis no local. Outras capitais, como São Luís e Salvador, têm, respectivamente, cerca de 5.600 e 3.000 imóveis em seus centros históricos.
A Fumbel diz que incentiva a conservação de imóveis particulares da região tombada dando isenção de IPTU.
O Iphan informa ter feito algumas restaurações, mas diz que, sem parceria com a prefeitura, não tem pessoal suficiente para cuidar de um grande número de projetos.
A Secretaria de Cultura do Estado não respondeu
 
Texto de Aguirre Talento para a coluna Cotidiano da Folha de São Paulo

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Semana do Patrimônio Paraense 2012


Galera, a SPP 2012 está sendo planejada e organizada pela ASAPAM em parceria com o IPHAN e estamos providenciando ótimos debates para comemorar o Dia do Patrimônio Histórico e Cultural do nosso estado.
 
Para maiores informações, acessem também: www.asapam.com  (assim mesmo, sem o .br!)
 
Aguardamos por vocês!

Dia da Amazônia tem programação especial no Centur, em Belém

A Amazônia será homenageada nesta quarta-feira (5), pela Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. É que nesta data é comemorado o Dia da Amazônia, área de mais de sete milhões de km² que guarda um dos mais ricos biomas mundiais. A programação faz parte do projeto “Pará da Amazônia”, que será realizada na Praça do Artista e no Hall Ismael Nery, em Belém. A entrada é franca.
O evento será realizado das 14h às 22h30 e reunirá diversos elementos da cultura paraense como literatura, mostra de audiovisuais, contação de histórias, dança circular, além de shows como do teatro de bonecos.
 
 
Palhaços Trovadores se apresentam para o público infanto-juvenil. (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
 
Palhaços Trovadores se apresentam para o público infanto-juvenil.
A programação para o público infanto-juvenil inicia às 14h com uma mostra audiovisuais. Às 15h, é a vez da apresentação do Teatro de Bonecos do In Bust, seguida da contação de história “O caçador das palavras amazônicas”. Às 16h, acontece uma roda de dança circular indígena e quem encerra a primeira parte do evento é o grupo Palhaços Trovadores, às 17h.
Os escritores paraenses Alfredo Garcia, Luiz Peixoto, Eliana Barriga, Nazaré Melo e Walcyr Monteiro, participam do evento. Eles são as atrações do projeto “Troca de palavras”, em que serão doados 600 livros de literatura paraense ao público presente, com sessão de autógrafos ao final.
 
 
Pinduca, o rei do carimbó, faz homenagem à Amazônia.  (Foto: Cristino Martins/ O Liberal)
(Foto: Cristino Martins/ O Liberal)
 
Pinduca, o rei do carimbó, faz homenagem à Amazônia
 
A noite haverá ainda a apresentação do Ballet Folclórico da Amazônia, às 18h. Às 19h30, o Arraial do Labioso faz apresentação. O grupo traz uma mistura de ritmos regionais como lundu, carimbó e boi bumbá aliados ao rock, reggae e maracatu. A programação encerra com show do rei do carimbo, Pinduca às 21h.
 
 
Serviço: O evento “Pará da Amazônia” acontece na próxima quarta-feira (05), a partir das 14h, na Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.
 
Fonte: Portal G1