MARANHÃO, São Luis - O Museu Histórico de Alcântara (MHA), órgão da secretaria de estado da Cultura, vinculado à administração do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM), inaugurado há mais de sete anos, instalado num casarão da praça Gomes de Castro (praça do Pelourinho) na cidade de Alcântara, reabriu suas portas ao público na quinta-feira (4 de agosto), depois de passar por uma reforma na estrutura física do prédio.
A reabertura que contou com a presença do secretário da cultura Luis Bulcão, da diretora da casa Lia de Macedo Braga Oliveira, prefeito municipal de Alcântara, autoridades alcantarenses e convidados, aconteceu às 10h e teve na programação de reabertura duas exposições itinerantes: Josué Montello, da Casa de Cultura Josué Montello que permanecerá aberta à visitação por uma semana e,Ditadura-direito à memória e direito à verdade, que poderá ser vista até dezembro de 2011; apresentação do mímico Gilson César, Caixeiras do Divino Espírito Santo de Alcântara.
As exposições contam com um rico acervo, onde a pertencente à Casa de Josué Montello que vem sendo mostrada em municípios maranhenses desde o ano de 2009, mostra um pouco do acervo da Casa sobre o ilustre escritor maranhense, retratando momentos da vida literária e profissional do escritor, composta por 30 painéis com fotografias, recortes de jornal, correspondências e artigos, 150 livros, entre obras do próprio autor e de outros escritores maranhenses, além de um vídeo documentário.
A exposição Ditadura-direito à memória e direito a verdade, é um documentário da época do regime militar de 1964 a 1978, doada pela secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República ao Museu Histórico e Artístico do Maranhão, retrata o período da repressão política no Brasil, composta de fotografias, documentos, imagens de pessoas comuns, personalidades políticas, celebridades e artistas falecidos, desaparecidos e presos, textos, letras de música de compositores brasileiros, recortes de matérias jornalísticas da época e de movimentos estudantis secundários e universitários.
“Essa exposição fala da importância daquele período para história do Brasil e é o primeiro passo que os governos federal e estadual dão para que as pessoas tenham acesso às informações abertas daquela época, de um regime fechado da nossa história. Com esse documentário estamos dando aos historiadores um rico material para que a nossa história possa ser reescrita. Com essas duas exposições o Museu de Alcântara reabre com uma nova museografia”, ressalta Luiza Raposo, diretora do MHAM.
HistóriaO Museu de Alcântara foi criado sob a lei 3.899, de 20 de outubro de 1977, com apoio da Embratur e Maratur, sendo um órgão da Secretaria do Estado do Maranhão (SECMA).
O processo de revitalização de toda a estrutura física do prédio levou dois anos para ser concluído. A turismóloga e chefa do Museu Histórico de Alcântara, Lia de Macedo Braga Oliveira, informa que desde 1948, a cidade de Alcântara, quando completou 300 anos de fundação, foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN. “Esta reabertura é um resgate da própria cidade de Alcântara, é um momento impar para a população alcantarense e para o Maranhão”, afirma.
Instalado em um belo casarão em estilo colonial do século XIX, o MHA é revestido de azulejos portugueses na fachada, de planta em formato L, janelas em guilhotina, balcões com base de pedra e granil e portais emoldurados em pedra de lioz; o Museu de Alcântara sempre foi palco de visitação de turistas na cidade.
No seu acervo contam peças de mobiliários, louças, objetos adornados e de Arte Sacra com exemplares de santos maranhenses dos séculos XVII ao XIX, em tamanho médio ou natural, além de uma interessante coleção de cabeças de santos esculpidas em madeira, além de vitrines que expõem jóias valiosas do tesouro de irmandades religiosas, como as S. Benedito, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora do Livramento entre outras, em ouro, prata e pedrarias.
As pinturas antigas como as da igreja Nossa Senhora do Carmo também fazem parte do acervo que compõe o Museu. Todas as peças são oriundas do Museu Artístico do Maranhão (MHAM), da Prefeitura Municipal de Alcântara, da Prelazia de Pinheiro; das irmandades católicas e de doações das famílias da cidade.
O Museu de Alcântara pode ser visitado de terça a domingo, no horário das 9h às 14h e tem uma taxa de R$ 1,00 para entrada, por pessoa.
Fonte: Ascom.Secma - texto: James Esdras / Mario Ferreira / www.revistamuseu.com.br / 08/08/2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Justiça anula tombamento de encontro dos rios Negro e Solimões
KÁTIA BRASIL, DE MANAUS
A Justiça Federal no Amazonas informou nesta quinta-feira que determinou a anulação do tombamento do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, em Manaus, pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
No final de 2010, o Conselho Consultivo do Iphan confirmou o tombamento e demarcou uma área protegida de dez quilômetros contínuos do encontro dos rios pelo valor arqueológico, etnográfico e paisagístico.
Órgão ambiental do Amazonas licencia obra em lugar tombado
A anulação do tombamento pela Justiça acolhe ação movida pelo governo do Amazonas, que apoia a construção do terminal Porto das Lajes, na margem direita do encontro dos rios. A obra, que pertence às empresas Log-In Logística Intermodal e Grupo Simões (através da Juma Participações), ganhou na quarta-feira (3) a licença de instação do Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas).
Ambientalistas e escritores que integram o Movimento SOS Encontro das Águas contestam a obra. O poeta Thiago de Mello, 85, disse que estava apreensivo com a decisão da Justiça. "Os empresários pensam que com dinheiro pode tudo. Temos que respeitar a obra da natureza", disse o poeta Thiago de Mello.
Na decisão, o juiz Dimis da Costa Braga disse que acolheu o argumento do governo do Amazonas de que houve ausência de consultas e audiências públicas no processo de tombamento executado pelo Iphan.
O Iphan, por meio de assessoria em Brasília, disse que cabe recurso da decisão da Justiça, mas não quis comentar o caso.
No parecer do tombamento, o conselheiro e arqueólogo Eduardo Góes Neves afirmou que uma obra como o Porto das Lajes causaria imenso impacto ao patrimônio arqueológico da área de confluência dos rios Negro e Solimões.
O Iphan negou que a superintendência do órgão no Amazonas deu aval para o Ipaam emitir a licença de instalação da obra. Disse que o processo de licenciamento da empresa Lages Logística, que quer construir o terminal portuário, continua sendo analisado pelo instituto.
Na quarta-feira, o presidente do Ipaam, Antônio Ademir Stroski, disse que o Iphan não definiu as diretrizes restritivas da área tombada, mas concedeu aval para a emissão da licença de instalação da obra. A reportagem procurou Stroski para falar sobre o caso, mas, segundo sua assessoria, ele estava viajando. O governo do Amazonas não se pronunciou sobre a decisão judicial.
Fonte: Folha Online, Poder, 05/08/2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Comércio livre de camelôs
Rua santo antônio deverá ser desocupada dia 22.
Prefeitura vai cobrar reformas em fachadas de prédios.
Apartir do próximo dia 22, nenhum vendedor ambulante
poderá ocupar a Rua Santo Antonio, no centro comercial de Belém. A determinação da Secretaria Municipal de Economia (Secon) foi acatada pelos trabalhadores do mercado informal, que tiveram uma semana a mais para ficar na avenida, pois a desocupação estava agendada para 15 de agosto. A prorrogação do prazo deu à Prefeitura mais tempo para concluir a infraestrutura nos novos espaços que serão ocupados pelos 180 trabalhadores que estão na Rua Santo Antonio, todos no centro de Belém. O principal deles tem quase 200 metros quadrados e receberá cerca de 130 trabalhadores, na Rua 28 de Setembro, entre Avenida Presidente Vargas e 1º de Março. Chamado pelos trabalhadores de Salmo 28, uma súplica a Deus, o espaço já está calçado, pintado, e já dispõe de dois banheiros químicos. A mudança deste primeiro contingente está prevista para 21 de agosto, conforme acerto entre a Secon e a Associação dos Ambulantes do Centro Comercial de Belém.
Segundo explica o diretor-geral da Secon, Luis Carlos Silva, o Lula, os demais ficarão em outros dois outros locais: a Praça Barão de Guajará e o Espaço Palmeira. Lula diz que os vendedores de mídias piratas deverão comercializar produtos legais para ter direito à realocação. "Vamos dar uma oportunidade aos trabalhadores que comercializam mídias piratas, desde que passem a vender mercadorias legais, como roupas, bijuteiras, e importados", adverte. A desocupação dos principais logradouros da Campina faz parte do projeto de ordenamento do centro histórico de Belém, que fará na Rua Santo Antonio a primeira via coberta da cidade.
A ideia, segundo Lula, é dar ao centro comercial de Belém ares lusitanos, como na Belle Époque. Para isso, a Secon conversa com empresários do entorno, para a restauração das fachadas dos estabelecimentos comerciais ao longo da Rua Santo Antônio, eliminando-se as placas de apelo visual. Lula diz que o projeto está sendo avaliado por órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico, como o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel). "A prefeitura vai recuperar toda a infraestrutura da área. Queremos que os empresários restaurem suas fachadas, retirando os letreiros inadequados, e que trabalhassem com um layout similar aos prédios de Lisboa", diz ele.
Cerca de 570 trabalhadores deverão ser realocados em novos pontos de vendas até o final do ano, informa o presidente da Associação dos Ambulantes do Centro Comercial de Belém, Ray Moraes. "Vamos começar pela Rua Santo Antonio, com 180 camelôs. Em seguida serão remanejados os da Rua João Alfredo, que formam um grupo de 260 pessoas. Por último, mais 130 ambulantes devem deixar a Rua Padre Eutíquio", contabiliza. Além do ponto estruturado pela PMB na Rua 28 de Setembro, do Espaço Palmeira e da Praça Barão de Guajará, os vendedores informais também ocuparão um prédio na Rua João Alfredo, o Shopping Real, próximo à loja Visão.
Ambulantes concordam com mudança, mas querem garantias
A realocação dos trabalhadores informais do centro comercial de Belém foi acatada pela categoria, mas ainda há pontos pendentes, segundo o presidente da Associação dos Ambulantes do Centro Comercial de Belém, Ray Moraes. Faltam atrativos nos locais para onde os ambulantes estão sendo transferidos. "Para dar certo, é preciso que a Prefeitura crie subsídios como agências bancárias, farmácias, lotéricas e postos de emissão de documentos. Nosso trabalho é venda por impulso, ou seja, ninguém sai de casa pensando em visitar um camelô", diz ele.
Ele defende também a criação de alternativas, que resguardem os trabalhadores contrários à mudança. "A maioria dos camelôs quer ocupar o Shopping Real. Mas alguns preferem sair do centro comercial, indo para as feiras livres. Outros, pretendem montar o próprio negócio em casa, com o financiamento do Fundo Ver-o-Sol", pontua. O tempo para tomar decisões, segundo avalia Moraes, é curto. "A previsão de entrega da obra no Shopping Real é setembro, ou seja, até o Círio, nenhum ambulante poderá ocupar as vias ordenadas pela Prefeitura", lembra.
Ray Moraes disse que acompanha diariamente a obra do Shopping Real e espera que o que foi projetado, seja cumprido.
Fonte: www.orm.com.br/amazonia 02/08/2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Era uma vez a cidade das mangueiras?
Belém vem perdendo, de forma incessante e rápida, o seu verde urbano”. Esta é a conclusão a que chegaram a professora da Universidade Federal do Pará (UFPA), Violeta Refkalefsky Loureiro, Doutora em Sociologia do Desenvolvimento, e o Mestre em Geografia, especialista em geografia urbana, Estêvão José da Silva Barbosa, em estudo publicado no periódico do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA “Novos Cadernos NAEA”.
A especulação urbana e ocupação desordenada do solo estão acabando justamente com o maior símbolo da cidade: as mangueiras. Tombadas pelo Patrimônio como bem de uso comum e preservação permanente, elas são as espécies que sofrem os maiores danos.
E o que é pior. Ao contrário de outras capitais, onde a iniciativa privada é a maior culpada pelos danos ambientais, “em Belém, as ações e omissões do poder público em relação à cidade, respondem mais gravemente que o setor privado, pela deterioração da paisagem urbana, seja no que concerne ao verde, seja no que diz respeito às águas internas da cidade”, apontam os professores.
Com detalhes como a revelação de que as primeiras mangueiras começaram a ser plantadas em Belém em 1780, segundo relatos do arquiteto e também naturalista Antônio Landi, o estudo mostra que foi no governo do intendente Antônio Lemos (1898-1911) que a cidade ganhou a arborização que lhe rendeu o título de cidade das mangueiras, que num futuro próximo pode fazer parte “de um passado nostálgico”.
Os números citados no estudo não deixam dúvidas disso. Se até a década de 60 a cidade ainda era bastante arborizada, nas décadas seguintes houve um decréscimo no plantio de novas árvores e substituição das mortas. O plantio de árvores foi caindo progressivamente, passando de 27.979 mudas plantadas em 1989 para 18.950 mudas, em 1990 e apenas 4.486, em 1991, segundo dados do Horto Florestal da Secretaria Municipal de Urbanismo, citados pelos autores.
Empreendimentos mais recentes, como a construção da avenida Brigadeiro Protásio e a urbanização da Duque de Caxias e da Marquês do Herval, são citados como exemplos de intervenções realizadas pela prefeitura e pelo governo do Estado sem maiores preocupações com a arborização, privilegiando “a melhoria da circulação de veículos e de pessoas”, descuidando da importância das plantas para a melhoria do clima. Na 25 de Setembro, as árvores foram até sacrificadas.
Um verdadeiro crime, segundo os professores, vem sendo cometido contra a cidade. Hoje, a maioria das mangueiras centenárias estão morrendo por contaminação de ervas de passarinho e doenças, sendo que somente 7% delas podem ser consideradas boas.
Constatar isso não é difícil, basta uma rápida passagem pelas principais ruas do centro para se ter uma ideia. Na Gentil Bittencourt com a 14 de Abril, por exemplo, a equipe do DIÁRIO flagrou uma mangueira morta e outra na Magalhães Barata com a Castelo Branco.
A poda de árvores pela concessionária de energia elétrica é apontada também como outro fator preocupante. Uma ação que também não é difícil de flagrar. São podas que muitas vezes deformam e até matam as árvores. As empresas, segundo o estudo, deveriam investir em tecnologia que favorecesse a manutenção das árvores.
POVO
A população concorda com os estudiosos. O motorista de táxi Itamar Lopes diz que “o homem está acabando com a natureza, fazendo mal para ele mesmo” e sugere que o certo era a fiação ser subterrânea. O pequeno comerciante Francisco Abranche, lamentou a perda de uma mangueira bem na frente da casa dele. “A nossa defesa é a árvore. O fio deveria passar por baixo, conservava a vida da árvore”, afirmou.
A vendedora Maricleide Gomes diz que “estão fazendo o que não se deve fazer. Essa avenida (prolongamento da João Paulo II) é um exemplo, eu sou obrigada a usar sombrinha para me proteger”. O fotógrafo Alexandre Pacheco acha “um absurdo, do jeito que está quente o planeta deveria ter mais arborização. Nossas autoridades deveriam pensar melhor e se preocupar mais com o efeito estufa”.
Semma destaca monitoramento e projetos de arborização
A chefe do Departamento de Arborização que está no exercício do Departamento de Áreas Verdes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, engenheira agrônoma Daniele Coury, afirma que todas as mangueiras centenárias de Belém estão sendo monitoradas por uma equipe formada por um engenheiro florestal e uma agrônoma.
Ela informou que as árvores mortas encontradas na cidade estão sendo analisadas e que aguarda resultado de exames do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves para apontar a causa das mortes. Mas pelo menos uma delas, a da Magalhães Barata com a Castelo, foi envenenada, o que foi constatado por meio dos furos que a árvore apresenta no caule. Mas, segundo ela, é também comum as árvores morrerem de causas naturais.
Segundo ela, existe cerca de 10 mil mangueiras na cidade, sendo que 2.300 são centenárias. Este ano, até julho, foram plantadas 191 mudas da espécie. Coury afirma ainda que é preciso levar em consideração que as mudas plantadas, apesar de uma taxa de mortalidade de 10%, estão crescendo e devem-se ter nutrientes suficientes para elas, por isso não se pode plantar indiscriminadamente.
Quanto à arborização no prolongamento da avenida João Paulo II, ela diz que já foram plantadas mangueiras e que espera a colaboração da população para que elas cresçam. Mas reconheceu que árvores foram sacrificadas na 25 de Setembro.
As podas da concessionária de energia, afirmou, são feitas em conjunto com a Semma, mas são diferentes. Enquanto a Semma faz uma poda de manutenção, a concessionária se preocupa somente com os fios elétricos. “As podas drásticas às vezes são necessárias”, justificou, referindo-se ao corte das árvores no tronco, que muitas vezes são feitas para salvar a própria árvore das ervas de passarinho.
Daniele Coury informou que a prefeitura só está aguardando a votação pela Câmara de Vereadores para iniciar o Plano de Arborização Urbana, que tem o objetivo de orientar tecnicamente a população sobre o assunto. O plano, segundo ela, não tem uma meta de plantio, mas dará as diretrizes para isso. “Será uma ferramenta norteadora da arborização”, afirmou.
Daniele lembra ainda que a prefeitura incentiva o cuidado de praças no projeto “Padrinhos de Verde”, por meio do qual empresas e associações podem "adotar" praças e promover a sua manutenção com o apoio técnico da Semma. (Diário do Pará)
Fonte: www.diarioonline.com.br 27/07/2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Ufopa inicia salvamento arqueológico no campus
Durante o mês de julho, a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) realizará a primeira etapa do salvamento arqueológico do Campus Tapajós, que ocupa parte da área do sítio do Porto, em Santarém (PA). A ação faz parte do projeto “Gerenciamento do Patrimônio Arqueológico: prospecção e resgate na área de influência direta da construção de diversas estruturas no Campus Tapajós da UFOPA”, que visa a atender à legislação ambiental que protege os sítios arqueológicos do país.
Coordenado pela arqueóloga Denise Maria Cavalcante Gomes, professora do Programa de Arqueologia e Antropologia do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), o projeto tem permissão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da Portaria nº 16, de 13 de maio de 2011, para realizar, pelos próximos dois anos, pesquisas arqueológicas na área pertencente ao Campus Tapajós.
“Estamos completamente dentro da lei. Faremos vistoria em qualquer área destinada a construção e, se o local tiver potencial, vamos realizar o salvamento arqueológico antes do início das obras”, explicar Denise Gomes. “Estamos contribuindo para salvaguardar a universidade de problemas com a legislação ambiental. E, como somos arqueólogos e acadêmicos, vamos estudar os vestígios retirados desses locais. Esses são os propósitos do trabalho”.
Nesta primeira etapa serão estudadas duas áreas. “Até o dia 4 de agosto vamos trabalhar em dois locais: a Área 1, que corresponde ao campo de futebol, e a Área 1A, contígua, que corresponde ao viveiro”, explica Gomes. Após a retirada dos vestígios arqueológicos, o local será liberado para construção de novos prédios da universidade.
(Comunicação/UFOPA)Coordenado pela arqueóloga Denise Maria Cavalcante Gomes, professora do Programa de Arqueologia e Antropologia do Instituto de Ciências da Sociedade (ICS), o projeto tem permissão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), por meio da Portaria nº 16, de 13 de maio de 2011, para realizar, pelos próximos dois anos, pesquisas arqueológicas na área pertencente ao Campus Tapajós.
“Estamos completamente dentro da lei. Faremos vistoria em qualquer área destinada a construção e, se o local tiver potencial, vamos realizar o salvamento arqueológico antes do início das obras”, explicar Denise Gomes. “Estamos contribuindo para salvaguardar a universidade de problemas com a legislação ambiental. E, como somos arqueólogos e acadêmicos, vamos estudar os vestígios retirados desses locais. Esses são os propósitos do trabalho”.
Nesta primeira etapa serão estudadas duas áreas. “Até o dia 4 de agosto vamos trabalhar em dois locais: a Área 1, que corresponde ao campo de futebol, e a Área 1A, contígua, que corresponde ao viveiro”, explica Gomes. Após a retirada dos vestígios arqueológicos, o local será liberado para construção de novos prédios da universidade.
Fonte: www.diarioonline.com.br 18/07/2011
domingo, 17 de julho de 2011
Passado agoniza em Belém
Tombamento dos bairros da cidade velha e campina não muda abandono do Patrimônio histórico da capital
Edna Nunes
Belém corre o risco de ter a sua memória perdida se o poder público não abrir os olhos e tomar uma medida urgente pela preservação dos seus patrimônios históricos. Desde maio deste ano os bairros da Cidade Velha e da Campina - áreas onde a cidade começou a ser construídas - foram tombados como centro histórico da capital paraense. Porém, poucas são as ações voltadas para a recuperação dos imóveis.
No bairro da Campina, por exemplo, a rua Gaspar Viana e a Boulevard Castilho França concentram um número grande de casarões antigos, mas as fachadas e tetos deteriorados revelam a ação implacável do tempo, anunciando a fragilidade do imóvel.
Entre esses casarões está o do comerciante João Alves, de 61 anos, localizado na rua Gaspar Viana com a travessa 1º de Março. Dentro, parte do forro está desabando e as paredes carecem de pintura. Externamente, além da fachada ruída, há janelas quebradas e plantas se criando entre uma fresta e outra no seu topo.
'Esse meu prédio não é tombado, se fosse não pagaria o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Eu pago todos os meus impostos e nunca ninguém veio aqui falar nada', diz ele, lembrando ser proprietário há mais de 20 anos e estar com a documentação definitiva do imóvel.
Outros sinais de abandono ao patrimônio histórico da capital paraense se registram na Boulevard Castilho França, no trecho entre a avenida Presidente Vargas e a travessa Frutuoso Guimarães.
'É um lamento ver como está essa parte de Belém. Há dez anos estive aqui e não era desse jeito e agora está assim, o que os governantes estão fazendo com a cidade de vocês?', questiona a turista maranhense Ana Lúcia Cardoso Farias. Ela comenta que no Maranhão um dos orgulhos do povo é o poder público manter viva a memória da cidade, preservando os prédios históricos. 'Porque um povo que não sente a sua história preservada, esquece de repassá-la', declara.
No bairro da Cidade Velha a situação não é diferente. Ao longo da rua Doutor Assis pelo menos dez imóveis apresentam sinais de abandono, seja pelo poder público, seja pelo proprietário. Alguns até oferecem perigo para o transeunte, por conta do risco de desabamento.
Um deles é o que está localizado na esquina da travessa Alenquer com a Doutor Assis. Segundo Marcos Oliveira, vendedor de uma loja que fica em frente ao imóvel, há poucos meses parte da parede do antigo casarão, em condição de ruína, caiu em cima de um caminhão e só não feriu ninguém, porque os trabalhadores estavam distante do veículo.
Ele afirma que os moradores da área já denunciaram o abandono do prédio à Fundação Cultural de Belém (Fumbel), entretanto, 'os técnicos vêm aqui, fazem uma anotação e não voltam mais', lamenta.
O empresário Manoel Araújo frisa que o correto seria 'acabar com a história de tombamento em Belém, para dar a chance dos moradores providenciarem as obras em seus imóveis e não enfrentar a burocracia exigida para a recuperação de um prédio tombado.'
Manoel não mora em um casarão antigo, mas pelo seu imóvel estar situado em uma área tombada, ele não pode fazer qualquer intervenção sem a autorização do Departamento Municipal de Patrimônio Histórico da Fumbel. 'Eu não entendo o seguinte: se é uma área tombada, por que eu pago IPTU? Até onde sei, quando uma área é tombada como patrimônio histórico, os moradores são isentos desse imposto', diz.
Outro problema que ele observa é a ociosidade do Palacete Pinho que, meses após ter sido recuperado, ainda está sem utilização. Ele sugere à administração pública de Belém que transforme o prédio em um espaço de aprendizagem de música, canto e dança, garantindo às crianças e adolescentes de baixo poder aquisitivo que vivem na periferia da Cidade Velha opções que não sejam as ruas.
Praça das Mercês é retrato do descaso
Para quem pensa que apenas os casarões são desvalorizados, é só fazer uma visita à Praça Visconde do Rio Branco, popularmente conhecida como Praça das Mercês. O logradouro se transformou em banheiro a céu aberto, depósito de lixo e abrigo de moradores de rua.
A presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes da Feira das Mercês, Maria dos Anjos Gonçalves, reclama da falta de atenção da Prefeitura Municipal de Belém (PMB) em relação à praça.
Ela diz que de hora em hora, em plena luz do dia, se vê homens fazendo suas necessidades fisiológicas à luz do dia no espaço, 'como se fosse um banheiro público.'
Em contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), a reportagem foi informada pela diretora do Departamento de Projetos de Paisagismo, Daniela Tuma, que há um projeto concluído para ser implementado na Praça Visconde do Rio Branco, respeitando as características históricas do logradouro, por fazer parte do centro histórico.
Ela conta que a praça sofrerá intervenção na sua arborização e iluminação. Além disso, serão recuperados bancos e o monumento do espaço.
Iphan responsabiliza a prefeitura pela manutenção das áreas
A superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Pará, Maria Dorotéa de Lima, informou que o centro histórico, que abrange o bairro da Cidade Velha e da Campina, é tombado tanto pelo governo federal, por meio do Iphan, quanto pelo municipal, pela Fumbel. Entretanto, cabe à PMB a manutenção das áreas tombadas.
Ela explica que os dois bairros foram tombados como Centro Histórico de Belém no dia 3 de maio deste ano pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília. Entretanto, até hoje a publicação no Diário Oficial da União ainda foi feita. Até ser decidido o tombamento dos dois bairros, Belém contabilizava 23 bens tombados pelo Iphan, correspondente a cerca de 800 imóveis protegidos.
A superintendente explica que a isenção do IPTU está previsto na legislação municipal quando ocorre o tombamento de um imóvel. Porém, anualmente, esta isenção é avaliada e depende do grau de caracterização do imóvel e do seu estado de conservação.
'Porque o sentido dessa isenção é que o cidadão pegue esse dinheiro e invista na conservação do seu imóvel. Por esse motivo, quando o proprietário entra com o processo de isenção, a Secretaria de Finanças do Município, em Belém a Sefim, solicita à Fumbel para fazer a avaliação do prédio histórico', esclarece.
No entendimento de Dorotéa Lima, o poder público municipal está 'jogando dinheiro fora', porque o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) tem sinalizado que quer investir em Belém na área da cultura e só não fez ainda porque não há projetos.
O jornal Amazônia tentou contato com a Fumbel desde o início desta semana, mas não foi possível falar com ninguém do órgão.Fonte: www.orm.com.br/amazonia 17/07/2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Cidade Velha hoje é cenário
À frente de 50 profissionais, Roger Elarrat inicia filmagens de curta que destaca riqueza cultural da região
Desde o início deste ano, a equipe para a produção do curta vem crescendo. Parceiros, logística, cronogramas, cenários, cores, adereços e todos os elementos visuais do filme já foram fechados. As filmagens vão ser feitas no centro histórico de Belém, pelas ruas da Cidade Velha, na Rodovia BR-316 e outras locações, protagonizado pelos atores Leoci Medeiros (do grupo "Nós Outros"), Geisa Barra, Nani Tavares, Thiago Assis e André Luiz Miranda.
O diretor, Roger Elarrat, diz que o curta ressalta a importância cultural do Estado. "Em minhas produções sempre busquei valorizar o que temos de bom no Pará. E no ‘Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo coração de João Batista’ não seria diferente. Queremos documentar nossa riqueza cultural, visto por olhos paraenses", afirma Elarrat.
Um diferencial do projeto está em associar elementos característicos da oralidade e música regional paraense em uma trama de temática universal que dialoga com qualquer público, em qualquer lugar. É um filme de suspense, mistério e romance ambientado em uma Amazônia ainda pouco explorada pelo grande cinema nacional. O curta-metragem se preocupa, assim, em assinalar aspectos únicos do folclore nortista em um momento tão oportuno para a arte paraense da atualidade se voltar para um resgate cultural do tradicional, do popular.
Compõem a equipe cerca de 50 profissionais, entre eles: Adriano Barroso (roteiro), Camila Kzan (produção executiva), Teo Mesquita (coordenação de produção), Emerson Bueno (coordenação de fotografia), Boris Knez (direção de arte), Leonardo Venturieri (Trilha Sonora), Lozansky Benur (edição), Sônia Penna (maquiagem), Antônio Mauriti (figurino), Otoniel Oliveira (arte gráfica), entre outros profissionais.
O curta-metragem "Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo coração de João Batista" disponibiliza informações no blog: www.jambeirododiabo.wordpress.com
Desfecho da história será no carnaval de são caetano de odivelas
"Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo coração de João
Batista" narra em 15 minutos a história de João Batista, homem frio, lacônico, do travesso garoto João Batista, que
não se importa em roubar jambos pelo meio da estrada. Por causa disso, ele tem a alma roubada pelo Diabo e, já adulto, parte em uma jornada para confrontar o "Demo" com um único objetivo: recuperar a alma. Mas talvez isso seja tudo imaginação, já que enquanto ele vê seres encantados e criaturas sobrenaturais à sua volta, as outras pessoas veem um simples festejo de boi de máscaras pelas ruas.
João crê ter perdido sua alma na infância e por estar sem ela, sente que está morrendo. Ele não consegue nem dormir, nem comer e nem deixar-se envolver profundamente por Juliana, e está certo que perdeu sua alma em uma brincadeira de moleque. Por isso, os dois partem para o interior do Pará, durante o Carnaval de máscaras, com destino à cidade de São Caetano de Odivelas. E é lá que tudo acontece. O que para Juliana pode ser uma chance de reconciliação, para João Batista será a última chance de confronto com o diabo que o espera escondido entre as máscaras de Carnaval.
Desfecho da história será no carnaval de são caetano de odivelas
"Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo coração de João
Batista" narra em 15 minutos a história de João Batista, homem frio, lacônico, do travesso garoto João Batista, que
não se importa em roubar jambos pelo meio da estrada. Por causa disso, ele tem a alma roubada pelo Diabo e, já adulto, parte em uma jornada para confrontar o "Demo" com um único objetivo: recuperar a alma. Mas talvez isso seja tudo imaginação, já que enquanto ele vê seres encantados e criaturas sobrenaturais à sua volta, as outras pessoas veem um simples festejo de boi de máscaras pelas ruas.
João crê ter perdido sua alma na infância e por estar sem ela, sente que está morrendo. Ele não consegue nem dormir, nem comer e nem deixar-se envolver profundamente por Juliana, e está certo que perdeu sua alma em uma brincadeira de moleque. Por isso, os dois partem para o interior do Pará, durante o Carnaval de máscaras, com destino à cidade de São Caetano de Odivelas. E é lá que tudo acontece. O que para Juliana pode ser uma chance de reconciliação, para João Batista será a última chance de confronto com o diabo que o espera escondido entre as máscaras de Carnaval.
Cultura ganha incentivo em Ananindeua
Com o objetivo de estimular a produção de projetos culturais, a partir de processo democrático na gestão das políticas e dos recursos públicos na área cultural, a Prefeitura de Ananindeua instituiu o Sistema Municipal de Cultura (SMC). A lei foi sancionada pelo prefeito Helder Barbalho, na última segunda-feira, 11.
O sistema tem sua origem a partir do Plano Nacional de Cultura (PNC), Lei 12.343/10, que estabelece diretrizes para a Cultura na União, Estados e Municípios.
“Com o Sistema Municipal de Cultura conseguiremos saber o que é melhor para a nossa cidade na área cultural, descobrindo, incentivando e promovendo novos talentos locais”, destacou a secretária de Cultura de Ananindeua, Nilse Pinheiro.
A implantação do sistema em Ananindeua mobilizará a sociedade na adoção de mecanismos que permitam definir prioridades e assumir corresponsabilidades no desenvolvimento das manifestações e projetos culturais. Dessa forma, as identidades locais serão fortalecidas por meio do incentivo à criação, produção, pesquisa, difusão e preservação das manifestações culturais.
Com o sistema, a interação da cultura com as demais áreas será reforçada e será assegurada uma partilha mais equilibrada dos recursos públicos da área da cultura. A visão é de que as manifestações culturais possuem papel estratégico no processo do desenvolvimento sustentável do município.
“O sistema veio contribuir e aumentar os investimentos que vinham sendo feitos pelo poder público, além de intensificar a participação da comunidade nas políticas públicas destinadas a cultura local”, explica o prefeito Helder Barbalho.
Para ele, o sistema permitirá que a população defina o que é fundamental para a área. “O município tem uma rica e variada cultura e precisamos investir cada vez mais para o resgate e a divulgação desse setor. Ninguém melhor do que os próprios moradores de Ananindeua para nos dizer onde e como esse investimento deve ser feito”, afirma o prefeito.
A partir do SMC, Ananindeua criará instrumentos de gestão para acompanhamento e avaliação das políticas públicas de cultura, com ampla participação popular e transparência. (Diário do Pará)
Fonte: www.diarioonline.com.br 14/07/2011
O sistema tem sua origem a partir do Plano Nacional de Cultura (PNC), Lei 12.343/10, que estabelece diretrizes para a Cultura na União, Estados e Municípios.
“Com o Sistema Municipal de Cultura conseguiremos saber o que é melhor para a nossa cidade na área cultural, descobrindo, incentivando e promovendo novos talentos locais”, destacou a secretária de Cultura de Ananindeua, Nilse Pinheiro.
A implantação do sistema em Ananindeua mobilizará a sociedade na adoção de mecanismos que permitam definir prioridades e assumir corresponsabilidades no desenvolvimento das manifestações e projetos culturais. Dessa forma, as identidades locais serão fortalecidas por meio do incentivo à criação, produção, pesquisa, difusão e preservação das manifestações culturais.
Com o sistema, a interação da cultura com as demais áreas será reforçada e será assegurada uma partilha mais equilibrada dos recursos públicos da área da cultura. A visão é de que as manifestações culturais possuem papel estratégico no processo do desenvolvimento sustentável do município.
“O sistema veio contribuir e aumentar os investimentos que vinham sendo feitos pelo poder público, além de intensificar a participação da comunidade nas políticas públicas destinadas a cultura local”, explica o prefeito Helder Barbalho.
Para ele, o sistema permitirá que a população defina o que é fundamental para a área. “O município tem uma rica e variada cultura e precisamos investir cada vez mais para o resgate e a divulgação desse setor. Ninguém melhor do que os próprios moradores de Ananindeua para nos dizer onde e como esse investimento deve ser feito”, afirma o prefeito.
A partir do SMC, Ananindeua criará instrumentos de gestão para acompanhamento e avaliação das políticas públicas de cultura, com ampla participação popular e transparência. (Diário do Pará)
Fonte: www.diarioonline.com.br 14/07/2011
Assinar:
Postagens (Atom)